Taxas futuras de juros estão “de lado” à espera da ata do Copom

O viés de alta do dólar ante o real ajuda a impulsionar os juros longos

São Paulo – Os juros futuros oscilam entre margens estreitas na manhã desta segunda-feira, 31, num dia de agenda fraca e com investidores à espera da divulgação da ata do Copom, na terça-feira (1º). O viés de alta do dólar ante o real ajuda a impulsionar os juros longos.

Os agentes de renda fixa querem ver amanhã se a ata do Copom irá confirmar as apostas do mercado de que a Selic pode voltar a cair 1 ponto porcentual, para 8,5%, em setembro. Na sexta-feira passada, dia 28, as taxas futuras fecharam em queda, influenciadas especialmente pelo tom mais suave ou ‘dovish’ do Banco Central no comunicado da reunião de política monetária na quarta-feira, que cortou o juro básico para 9,25%.

A curva de juro a termo precificava no fim da tarde de sexta-feira 57% de chance de corte de 1 ponto da Selic na reunião de setembro, para 8,25% (de 51% na quinta-feira), e 43% de possibilidade de redução de 0,75pp (de 49% na quinta-feira), segundo cálculos da Quantitas Asset.

Também no foco está a votação no plenário da Câmara da denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer, na quarta-feira, dia 2, mesmo dia em que será divulgado o IPC-Fipe de julho, além do dado de criação de emprego nos Estados Unidos, o payroll, na Sexta-feira (4).

Às 9h50 desta segunda, o DI para janeiro de 2018 exibia 8,265%, igual ao ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2019 estava em 8,10%, de 8,09% do ajuste anterior. Já o vencimento para janeiro de 2021 estava em 9,36%, de 9,32% no ajuste de sexta-feira. O dólar à vista subia 0,22%, aos R$ 3,1410, enquanto o dólar futuro de setembro, mais líquido a partir de hoje, estava em alta de 0,37%, aos R$ 3,1615.

Na Pesquisa Focus, divulgada mais cedo pelo Banco Central, o IPCA de 2017 subiu de 3,33% para 3,40%; o IPCA de 2018 seguiu em 4,20%; o PIB de 2017 manteve-se em 0,34%; o PIB de 2018 seguiu em 2,00%; a Selic no fim de 2017 seguiu em 8,0% e, para fim de 2018, caiu de 8,0% para 7,75%; e a projeção para a cotação da moeda americana no fim de 2017 seguiu em R$ 3,30 assim como para o fim de 2018, em R$ 3,43.

Já o Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 1,0 ponto na passagem de junho para julho, para 82,9 pontos, na série com ajuste sazonal, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado recupera parte da queda registrada no mês anterior, de 2,8 pontos.