Sucesso da Europa em 2012 está nas mãos do Brasil (e outros emergentes)

Brasil, Rússia, Índia e China consomem atualmente um em cada cinco produtos exportados pela União Europeia e são essenciais para o bloco driblar a crise

São Paulo – No primeiro dia de 2012 a Dinamarca assumiu a presidência temporária da União Europeia com a explícita missão de ajudar o bloco a manter sua relevância no cenário econômico internacional. E os europeus já deixaram claro que o segredo do sucesso desta empreitada tem quatro letras: BRIC.

Brasil, Rússia, Índia e China figuram entre os 10 principais parceiros comerciais da zona do euro. Os dados mais atuais do Banco Central Europeu (BCE) mostram que, juntos, eles consumiram praticamente um a cada quatro produtos exportados pela União Europeia em 2010.

O resultado superou o desempenho do principal parceiro comercial do bloco, os Estados Unidos, que foram destino de 18% das exportações do bloco naquele ano.

Os números do comércio entre a zona do euro e o Brasil nos últimos anos exemplificam a crescente importância dos emergentes. Segundo estatísticas do BCE, em 2005, o país já era o 17º maior parceiro comercial de exportações da zona do euro.

Cinco anos depois, o Brasil pulou para a nona posição, e foi responsável por injetar 39,1 bilhões de dólares na economia europeia. Em 2011, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), esta cifra subiu para 42,4 bilhões de dólares.

Ao assumir o comando da União Europeia, a ministra do Comércio e Investimentos da Dinamarca, Pia Olsen Dyhr, declarou à imprensa internacional que sua prioridade é ampliar o acesso do bloco aos mercados de Brasil, Rússia, Índia e China.

Aumentar as exportações para os países do BRIC, com seus mercados consumidores em crescimento contínuo, é um dos principais recursos que o bloco econômico tem para atenuar os efeitos da recessão esperada em 2012.

 Principais destinos das exportações da UE em 2010

País % do total de exportações da UE
Estados Unidos 18,0%
China 8,4%
Suíça 7,8%
Rússia 6,4%
Turquia 4,5%
Japão 3,2%
Noruega 3,1%
Índia 2,6%
Brasil 2,3%
Coreia do Sul 2,1%

Fonte: Banco Central Europeu