SP tem o pior junho em 5 anos na venda de imóveis

Por outro lado, as cidades situadas no entorno da capital obtiveram o melhor mês de junho em vendas dos mesmos cinco anos

São Paulo – A Copa do Mundo interferiu nos resultados do mercado imobiliário, e os principais efeitos recaíram sobre a cidade de São Paulo, que registrou o pior mês de junho dos últimos cinco anos em termos de vendas, de acordo com o Secovi-SP.

Por outro lado, as cidades situadas no entorno da capital obtiveram o melhor mês de junho em vendas dos mesmos cinco anos.

“É possível que este movimento seja reflexo da adequação dos imóveis lançados ao perfil de público dessas cidades, com ênfase na oferta de 2 dormitórios, algo bem tradicional e que atende à demanda da classe média”, avalia, em nota, Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

O sindicato ressalta que a cidade de São Paulo, por sua vez, se ressente das dificuldades para viabilização de novos empreendimentos, aliado ao período de discussão e aprovação do novo Plano Diretor Estratégico (PDE).

“Sem contar que a capital praticamente parou para receber os turistas que vieram prestigiar as partidas da Copa do Mundo, além de outros fatores, como o desaquecimento econômico e a antecipação do período de férias”, acrescenta Petrucci.

De acordo com o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, considerando-se os resultados do mercado de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo no primeiro semestre, somado aos efeitos da Copa do Mundo e às perspectivas econômicas desfavoráveis, a projeção para o fim do ano passou a ser de lançamentos em torno de 26 mil unidades e vendas em aproximadamente 24 mil unidades.

“Apesar de todos os fatores negativos citados, vale ressaltar que o mercado tradicionalmente apresenta melhor desempenho no segundo semestre”, pondera Bernardes, no comunicado.

O vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP, Emilio Kallas, lembra ainda, na nota, que a expectativa com relação à aprovação do Plano Diretor Estratégico da cidade de São Paulo (sancionado em 31 de julho) pode ter influenciado as decisões dos empresários.

“É possível que agora, ao ter conhecimento das novas regras, os projetos voltem a ser protocolados. Porém, é certo que haverá um período de adaptação e até para que se possa estudar novas tipologias, de acordo com o PDE.”