Serasa: atividade comercial desacelera em junho

Levamento mostra que o movimento dos consumidores nas lojas cresceu 9,6% no acumulado dos seis primeiros meses deste ano, menor em relação ao começo de 2010

São Paulo – A atividade do comércio no País teve desaceleração no fim do primeiro semestre, de acordo com pesquisa divulgada hoje pela Serasa Experian, empresa especializada em análise de crédito. O levamento mostra que o movimento dos consumidores nas lojas cresceu 9,6% no acumulado dos seis primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.

O resultado é inferior ao crescimento de 10,7% verificado no primeiro semestre de 2010 ante o mesmo período de 2009, e também é menor que a alta de 10,7% registrada no segundo semestre de 2010 ante mesmo período de 2009. Na comparação mensal, a atividade comercial no País ficou estável em junho ante maio.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, o bom momento vivido pelo mercado de trabalho conseguiu sustentar o desempenho favorável para a atividade varejista no primeiro semestre, apesar do aumento dos juros e das medidas de restrição ao crédito adotadas pelo governo desde o final do ano passado.

A Serasa avalia que a estabilidade observada no mês de junho em relação a maio é um prenúncio de que no segundo semestre de 2011 a desaceleração da atividade varejista deve se intensificar. Segundo a Serasa, a estimativa se baseia na continuidade do movimento de elevação da taxa de juros e na perspectiva de moderação do ritmo de crescimento econômico.

Indicador

O Indicador de Atividade do Comércio é composto pelo volume de consultas mensais realizadas por estabelecimentos comerciais à base de dados da Serasa Experian. A amostra é composta de cerca de 6 mil empresas comerciais. O indicador, com início em janeiro de 2000, é segmentado em seis ramos de atividade comercial.

Segundo a pesquisa, o segmento de material de construção foi o que mais expandiu seu movimento no primeiro semestre de 2011, com alta de 12,8% frente aos seis primeiros meses de 2010. Em seguida vieram os segmentos de móveis, eletrônicos e informática (9,3%), combustíveis e lubrificantes (8,5%), supermercados, alimentos e bebidas (5,5%) e veículos, motos e peças (1,3%). Somente o segmento de tecidos, vestuário, calçados e acessórios encerrou o semestre com queda (-0,9%).