Projeções do Focus para inflação de 2017 e 2018 também sobem

No caso de 2018, o avanço foi maior: saiu de uma taxa de 4,54% para 4,7% nesse mesmo intervalo de tempo. Para 2019, a mediana das expectativas seguiu em 4,5%

Brasília, – O mau humor com o comportamento da inflação não é uma prerrogativa apenas para o curto prazo – 2015 e 2016, como mostrou o Relatório de Mercado Focus divulgado nesta terça-feira, 13.

As projeções também pioraram para 2017 e 2018, conforme a abertura do documento.

O levantamento, baseado nas estimativas de cerca de 120 instituições financeiras, mostrou que a mediana das projeções para o IPCA de 2017 subiu de 4,86% para 5,00% de uma semana para outra, distanciando-se ainda mais do centro da meta de 4,50% determinado para o ano.

No caso de 2018, o avanço foi ainda maior: saiu de uma taxa de 4,54% para 4,70% nesse mesmo intervalo de tempo. Para 2019, a mediana das expectativas seguiu em 4,50%.

TOP 5

Além de já prever o estouro da meta de inflação também em 2016, a elite dos analistas do mercado financeiro para as projeções de médio prazo, denominados Top 5 pelo Banco Central, aumentou de forma considerável sua projeções para o IPCA dos anos seguintes.

Para 2017 e 2018, esses profissionais contam agora com uma taxa de 5,80% para a inflação ante previsão da semana anterior de 5,00%.

A meta de 2017 é de 4,50% como vem sendo nos últimos anos. A diferença é que a margem de tolerância será menor para esse ano, de 1,5 ponto porcentual ante 2 pp que vinha sendo estipulado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para 2019, também houve elevação do Top 5. Os analistas trocaram a previsão de 4,80% pela de 5,35%. Não há projeções para períodos anteriores ao abrir o documento Focus.

IGP-DI

As projeções do mercado financeiro para os IGPs dispararam no Relatório Focus. Para o IGP-DI de 2015, a mediana das estimativas passou de 8,42% para 9,15% – um mês atrás estava em 7,77%.

Para 2016, a previsão central da pesquisa Focus avançou de 5,82% para 5,86% – quatro semanas atrás, estava em 5,57%.

No caso do IGP-M de 2015, a taxa mediana saltou de 8,34% para 9,15%, bem acima da expectativa apresentada um mês atrás, de 7,77%. Para 2016, o ponto central da pesquisa saiu de 5,80% para 5,93% – quatro edições anteriores estava em 5,67%.

IPC-Fipe

Sobre o IPC-Fipe, que mede a inflação para as famílias de São Paulo, a estimativa para 2015 foi ampliada em 9,86% para 9,86% de uma semana para outra.

Um mês antes, a mediana das projeções do mercado para o IPC era de 9,30%. Para 2016, a expectativa seguiu em 5,06% de uma semana para outra. Um mês antes, estava em 5,18%.