Principais dirigentes das ONU visitam Brasil em menos de uma semana

Nos dias 16 e 17, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, esteve em Brasília; amanhã, o presidente da Assembleia Geral das ONU, Joseph Deiss, cumpre agenda de reuniões

Brasília – O Brasil terá recebido a visita dos principais nomes do comando da Organização das Nações Unidas (ONU) em menos de uma semana. Nos últimos dias 16 e 17, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, esteve em Brasília, onde conversou com a presidenta Dilma Rousseff, com vários ministros, parlamentares e representantes de organizações não governamentais. E amanhã (20), o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Joseph Deiss, cumpre uma intensa agenda de reuniões também na capital.

Deiss também deve se reunir com Dilma e com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. A visita de ambos ocorre no momento em que o governo brasileiro defende a reforma do Conselho de Segurança das Nações e em que há os preparativos para a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) – que ocorrerá de 28 de maio a 6 de junho de 2012.

Para o governo, os temas são considerados prioritários. Até o final do ano, o Brasil é um dos dez membros não permanentes do Conselho de Segurança e, com isso, pretende intensificar a campanha pela reforma do órgão sob a alegação de que sua estrutura reflete o mundo após a 2ª Guerra Mundial e, não, as forças que compõem o cenário político mundial deste século.

Pela estrutura atual, são membros permanentes: China, França, Rússia, Reino Unido, e Estados Unidos. Os assentos rotativos são ocupados pela Bósnia e Herzegovina, Alemanha, Portugal, o Brasil, a Índia, África do Sul, Colômbia, o Líbano, Gabão e a Nigéria.

Já a Rio+20, que ocorre 20 anos depois da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92), tem o objetivo de renovar o engajamento dos líderes mundiais no desenvolvimento sustentável do planeta e o Brasil quer, mais uma vez, ser protagonista nas discussões sobre o tema. A expectativa é de que cerca de 150 chefes de Estado e de governo participem das discussões, além de especialistas e integrantes de entidades que atuam no setor.