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São Paulo - A ação deflagrada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para convencer o PT a aceitar a aliança com o PSD nas eleições de 2012 em São Paulo começa a quebrar a resistência de vereadores e deputados e a ganhar força no partido. Mesmo cientes das dificuldades que enfrentarão em suas bases e com a opinião pública, petistas já defendem abertamente a composição com o partido de Gilberto Kassab.
"Se há esse entendimento por parte do ex-presidente Lula, que tem uma visão muito ampla na política, e ele acha que isso é bom pro PT, não tem motivos para os vereadores se posicionarem contrariamente", afirma o vereador Senival Moura.
"Se o Lula é favorável, eu sou favorável. A opinião dele dentro do partido é muito forte. Para ganhar dos tucanos, temos que fazer todos os esforços", sustenta o também vereador Arselino Tatto. "Apoio não se recusa."
Senival e Tatto integram um time de quatro vereadores que apoiam integralmente a ideia. Além deles, estão no grupo Francisco Chagas e Zelão. A bancada petista na Câmara Municipal tem 11 vereadores.
O Grupo Estado apurou que outros três vereadores têm reservas à ideia, mas não se oporiam à composição com o PSD caso o debate prospere no PT. "A princípio sou contra, mas quero saber o que propõe o prefeito, qual o sentido dessa aliança. Um político nunca pode ter uma posição fechada. Pode haver uma mudança sim", diz o vereador Alfredinho. Postura semelhante adotam José Américo e Ítalo Cardoso.
Por ora, a única a repudiar publicamente a aliança é Juliana Cardoso. "É um prefeito completamente higienista. Não gosta do povo, não dialoga. Essa aproximação é oportunista".
Dos outros três vereadores, dois são considerados incógnitas: Carlos Neder e Chico Macena. O terceiro, Antonio Donato, forte crítico da administração kassabista, deve manter posição neutra por presidir o diretório municipal do PT e atuar como espécie de árbitro do processo.
Tido como um dos principais defensores da aliança, o presidente estadual do PT, deputado Edinho Silva, um dos articuladores do processo, defende o diálogo com o partido de Kassab, e o justifica com base no projeto nacional do PT. "Não tem nada mais importante pro PT do que o governo federal. Se o PSD se aproxima pra dar sustentação ao projeto nacional, sustento que mantenhamos o diálogo. Se for possível a aliança, vamos fazer".
Ontem, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, filiado ao PT, esteve ao lado de Kassab durante visita à cracolândia na capital paulista. Eles fizeram questão de demonstrar um bom relacionamento. Nos bastidores, aumentam as apostas de que o acordo vá prosperar. "Está virando um fato consumado", diz um deputado que acompanha as conversas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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