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François Hollande é o líder nas pesquisas para a presidência francesa
Paris - O candidato socialista para as próximas eleições presidenciais francesas, François Hollande, favorito nas pesquisas, prometeu realizar, caso seja eleito, uma reforma tributária que aumentará os impostos para a camada mais rica da população e principalmente para os bancos.
As 60 propostas de Hollande para o país, que ele apresentará publicamente nesta quinta-feira, foram publicadas pela imprensa. Entre as medidas do candidato, está a rejeição do tratado europeu formalizado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel.
Segundo o texto, divulgado pelo jornal 'Le Parisien', o governo socialista renegociará a herança do casal conhecido como 'Merkozy' ao 'privilegiar o crescimento e o emprego e reorientar o papel do Banco Central Europeu (BCE) nessa direção'.
Além disso, proporá 'criar eurobrigações e estabelecer uma política comercial que proteja à União Europeia (UE) de uma concorrência (dumping) desleal em termos sociais e ambientais.
O centro do programa do candidato socialista, porém, é uma profunda reforma tributária, que inclui um aumento de 15% dos impostos cobrados de instituições financeiras,
Além disso, Hollande irá subir de 41% para 45% os impostos cobrados da parcela da população que ganha mais de 150 mil euros por ano. O objetivo é se distanciar da política fiscal de Sarkozy, acusado pelos socialistas de favorecer os ricos.
Além disso, isenções fiscais que beneficiam os maiores contribuintes serão extintas, o que aumentará a arrecadação.
Hollande também tem intenção de criar um banco público para o financiamento de pequenas e médias empresas, e aumentar o investimento em moradia social. Seu objetivo é a construção de 2,5 milhões de novos imóveis.
Entre as propostas socialistas, está a criação de 60 mil empregos na educação e 150 mil novos postos para a camada jovem da população.
Hollande espera ainda que a economia francesa cresça 0,5% esse ano (metade da previsão do governo), e prometeu diminuir o déficit fiscal para 4,5% do Produto Interno Bruto nesse ano, para 3% no ano que vem, e zerar esse índice até 2017.
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