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Foto divulgada pela oposição mostra rebelde ao lado de tanque do regime destruído em Homs
Cairo - Casas e mesquitas se transformaram em hospitais de campanha clandestinos na província síria de Homs, onde a ofensiva repressora do regime do presidente Bashar al-Assad causou nesta quinta-feira uma centena de mortes e a situação humanitária se aproxima do colapso, segundo informações de ativistas opositores.
De acordo com o relato da oposição, a situação se agravou porque, entre outras razões, os hospitais e centros de atendimento médico se tornaram alvos bélicos das forças de segurança leais ao regime.
'Os hospitais de campanha foram bombardeados. Agora estamos tratando os feridos nas casas e mesquitas com remédios insuficientes', declarou à Agência Efe por telefone o ativista Salim al-Homsi, que está escondido no bairro de Bab Amro, um dos mais castigados pela ação do regime.
Ele ressaltou que 'a situação é trágica' e que as mesquitas fazem contínuos apelos para doações de sangue.
Os opositores Comitês de Coordenação Local (CCL) denunciaram, por sua vez, que vários prédios residenciais foram destruídos e que numerosas vítimas ainda permanecem soterradas entre os escombros.
Segundo esta rede opositora, a repressão do regime causou nesta quinta-feira a morte de 137 pessoas em todo o país, 110 delas na província de Homs.
Em conversa telefônica com a Efe de Bab Amro, o médico Ali al-Hazuri disse que não é possível identificar muitos dos mortos porque têm o rosto totalmente desfigurado.
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