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Cairo | 03/02/2012 18:36

Situação do Egito se aproxima do caos

A ira suscitada na quarta-feira após a tragédia do estádio de Port Said, onde morreram 74 pessoas, não diminui com a passagem das horas

Enrique Rubio e Marina Villén, da
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Mahmud Hams/AFP

Mais de 600 pessoas ficaram feridas em confrontos entre a polícia e manifestantes na área do ministério do Interior de Cairo

A escalada da violência levou os jovens a atear fogo na sede dos serviços de impostos imobiliários

Cairo - O Egito deu nesta sexta-feira mais um passo rumo ao caos que já domina as ruas do centro do Cairo, totalmente fora de controle por conta dos graves confrontos entre centenas de manifestantes e a polícia.

A ira suscitada na quarta-feira após a tragédia do estádio de Port Said, onde morreram 74 pessoas, não diminui com a passagem das horas. A impressão, pelo contrário, é que a sensação de insegurança no país aumentou.

Os torcedores radicais do clube Al-Ahly, um dos times envolvidos na batalha de Port Said, são a ponta de lança dos manifestantes que se enfrentam ferozmente com as forças de segurança, que respondem com abundante material antidistúrbios.

A escalada da violência levou os jovens a atear fogo na sede dos serviços de impostos imobiliários, um grande edifício administrativo situado na confluência entre as ruas Mohammed Mahmoud e Mansur, epicentro dos choques.

Armários e escrivaninhas da sede governamental foram utilizados como barricadas improvisadas depois que o edifício foi invadido.

Os disparos de gás lacrimogêneo e balas de borracha provocaram efeitos devastadores entre os manifestantes, deixando quatro mortos durante o dia, dois deles na cidade de Suez.

Segundo o Ministério de Saúde do Egito, mais de mil pessoas ficaram feridas, das quais 211 são policiais.

Ao contrário de outras ocasiões, como aconteceu em novembro do ano passado, o centro nervoso da revolução que depôs o regime de Hosni Mubarak, a emblemática praça Tahrir, não apoiou totalmente os manifestantes.

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