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O ex-governador de São Paulo também criticou a forma como o BNDES capta recursos
São Paulo - O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, disse, nesta segunda-feira (31), que é preciso outra combinação de políticas macroeconômicas de juros e câmbio para que o Brasil tenha um crescimento sustentável nas próximas três décadas. "A equação juros elevados e câmbio valorizado é desfavorável ao investimento", afirmou José Serra, que participou do EXAME Fórum, em São Paulo, que debate o tema "Brasil - A Construção da 5ª Maior Economia do Mundo".
O tucano disse que o câmbio valorizado acelera as importações, substituindo a produção nacional. Serra afirmou que tinha um reparo a fazer sobre os financiamentos do BNDES. "O dinheiro do BNDES, que vem do FAT, está esgotado e sendo substituído por assunção de dívida pública direta. É uma espécie de conta movimento com taxa de juros que se criou no Brasil negativa para o governo porque o governo paga mais do que cobra nessa transferência de recursos."
E acrescentou: "Eu faria isso para formação de capital novo. Eu acho que no meio de uma crise é correto entrar para impedir que empresas quebrem, e auxiliar fusões de grupos, mas já restabelecida a normalidade econômica, não faz sentido - mesmo gostando - estimular as fusões com dinheiro público. As fusões devem ser feitas com dinheiro privado e não com dinheiro público, que tem um custo do ponto de vista do setor público. No entanto, continua (o dinheiro do BNDES) indo para tudo. Até para incorporações aqui e no exterior que não acrescentam formação de capital no sentido tradicional e no conceito que significa em economia."
O ex-governador de São Paulo também disse que a União investe muito pouco, "não mais que 3,5% das suas receitas", enquanto os estados e municípios representam, em média, 70% do investimento público. "Os municípios investem 7,3% e os estados, mais de 9%", afirmou Serra.
O tucano afirmou que as concessões de estradas do governo federal foram mal sucedidas. "Nós temos duas estradas com sérios problemas em São Paulo. Quais são? As federais Fernão Dias e a Régis Bittencourt, que continua sendo a estrada da morte. Esse modelo de concessão não funcionou", disse.
Serra criticou a elevada carga tributária, "a mais alta entre os países emergentes". O tucano demonstrou preocupação com o déficit em conta corrente, que, segundo ele, cresceu muito sem que houvesse uma grande expansão da economia brasileira.
Segundo o ex-governador de São Paulo, cuidar do meio ambiente é crucial para o desenvolvimento do Brasil. Ele reafirmou que falta gestão ao governo federal. "Qualidade de gestão é totalmente contraditório com loteamento político", disse o tucano. "O crucial para nós é o emprego e os empresários são nossos aliados", concluiu José Serra.
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Jose
BOA SORTE AO TIO SERRA. PARECE SER HONESTO E COMPETENTE. PENA QUE O ELEITORADO GOSTA DE OUVIR PROMESSAS...
04.06.2010 | Ler comentário completo |
Jose
CONCORDO QUE OS OS JUROS ELEVADOS FICA MUITO MAIS FACIL APLICAR EM RENDA FIXA. SO HA EXPORTACOES DE COMMODITIES...
04.06.2010 | Ler comentário completo |
Wisley Daniel
O Real apreciado é consequência da alta taxa de juros que, por sua vez, se dá em função da elevada despesa...
01.06.2010 | Ler comentário completo |
Jose
O TIO SERRA PARECE FALAR A VERDADE. DEVERIA FAZER COMO DILMA QUE PROMETE TORNAR O BRASILA QUINTA POTENCIA...
01.06.2010 | Ler comentário completo |