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Projeto de resolução da ONU tem o apoio da Liga Árabe e o voto afirmativo dos outros 13 países-membros do órgão
Nações Unidas - O embaixador da Rússia na ONU, Vitaly Churkin, afirmou nesta terça-feira que seu país se viu obrigado a vetar o projeto de resolução que condenaria Damasco no Conselho de Segurança da organização devido à 'impaciência ocidental' e disse não acreditar que o órgão se pronuncie sobre a crise síria 'em um futuro próximo'.
'Nossos colegas ocidentais se queixaram de nós, mas foram eles que nos decepcionaram com sua impaciência. Se deixaram levar pela emoção', disse Churkin à imprensa na sede da ONU, em Nova York, onde explicou que, no sábado, era preciso ter adiado a votação sobre a Síria nas Nações Unidas.
Tradicionais aliados de Damasco, Moscou e Pequim exerceram seu direito de veto no Conselho de Segurança no sábado e impediram que a ONU condenasse o regime de Bashar al-Assad, embora o projeto de resolução tivesse o apoio da Liga Árabe e o voto afirmativo dos outros 13 países-membros do órgão.
'Lamento que tenha havido um veto. Acho que, se tivéssemos trabalhado dois ou três dias mais, teríamos conseguido adotar uma resolução por consenso no Conselho de Segurança hoje ou amanhã', assinalou Churkin, que defendeu que a Rússia busca fazer 'o correto' na Síria.
O embaixador ressaltou que, 'com mais esforços' e se os debates tivessem incluído as emendas que Moscou tentou incorporar ao projeto de resolução no próprio sábado, o Conselho de Segurança teria conseguido 'uma mensagem muito boa', que lhe teria dado 'maior margem de manobra' ao chanceler russo, Sergei Lavrov.
'Lavrov faz hoje todo o possível em Damasco para resolver a situação', explicou Churkin, em referência à reunião desta terça-feira entre o chanceler russo e o presidente sírio, Bashar al-Assad.
'Agora é preciso absorver o impacto da votação no Conselho de Segurança', declarou Churkin, que negou uma deterioração das relações entre Rússia e nações árabes devido ao veto russo.
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