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O ex-chefe do RBS vai perder seu título de nobreza
Londres - A decisão de retirar do ex-chefe do RBS o título de cavaleiro abre um novo precedente na "surra dos banqueiros" provocada pela crise financeira, e deixou muitos críticos se perguntando nesta quarta-feira se a punição foi longe demais.
Fred Goodwin, apelidado de "Fred the Shred", por seu estilo de gestão brutal, tornou-se o bicho-papão da crise depois que o governo precisou resgatar o Royal Bank of Scotland, em 2008, a um custo de £ 45,5 bilhões (71,5 bilhões de dólares, 54,8 bilhões de euros).
Com a Grã-Bretanha à beira da recessão mais uma vez, a atenção se voltou para o comportamento de banqueiros culpados pela crise financeira, principalmente no RBS, cujos 82% ainda são de propriedade dos contribuintes.
Em meio aos crescentes pedidos para que Goodwin fosse punido ainda mais, o governo anunciou na terça-feira que ele deveria ser despojado do título de cavaleiro, concedido pela Rainha Elizabeth II por seus serviços bancários em 2004.
"Fred Goodwin levou o sistema de honras ao descrédito", disse um comunicado. "A escala e a gravidade do impacto de suas ações como CEO do RBS fizeram deste um caso excepcional".
A decisão coloca Goodwin em um seleto clube que também inclui o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, o espião soviético Anthony Blunt, e o ditador comunista romeno Nicolae Ceausescu, que perdeu sua honra um dia antes de ser executado.
O primeiro-ministro David Cameron saudou a ação - que retira o título de "Sir" de Goodwin - como a "decisão certa". O líder da oposição trabalhista Ed Miliband disse que era "apenas o começo da mudança que precisamos" em salas de reuniões.
Mas muitos comentaristas condenaram a decisão, que veio no final de uma semana na qual a pressão política também forçou o atual chefe do RBS, Stephen Hester, a renunciar ao seu bônus anual de £ 936 mil (1,5 milhão de dólares, 1,15 milhão de euros).
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