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Reino Unido | 01/02/2012 13:55

Retirada de título do ex-chefe do RBS causa polêmica

Fred Goodwin recebeu o título de cavaleiro em 2004, mas a família real decidiu retirar a honraria depois que o banco precisou de ajuda do governo para não falir

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Carl Court/AFP

Sede do RBS

O ex-chefe do RBS vai perder seu título de nobreza

Londres - A decisão de retirar do ex-chefe do RBS o título de cavaleiro abre um novo precedente na "surra dos banqueiros" provocada pela crise financeira, e deixou muitos críticos se perguntando nesta quarta-feira se a punição foi longe demais.

Fred Goodwin, apelidado de "Fred the Shred", por seu estilo de gestão brutal, tornou-se o bicho-papão da crise depois que o governo precisou resgatar o Royal Bank of Scotland, em 2008, a um custo de £ 45,5 bilhões (71,5 bilhões de dólares, 54,8 bilhões de euros).

Com a Grã-Bretanha à beira da recessão mais uma vez, a atenção se voltou para o comportamento de banqueiros culpados pela crise financeira, principalmente no RBS, cujos 82% ainda são de propriedade dos contribuintes.

Em meio aos crescentes pedidos para que Goodwin fosse punido ainda mais, o governo anunciou na terça-feira que ele deveria ser despojado do título de cavaleiro, concedido pela Rainha Elizabeth II por seus serviços bancários em 2004.

"Fred Goodwin levou o sistema de honras ao descrédito", disse um comunicado. "A escala e a gravidade do impacto de suas ações como CEO do RBS fizeram deste um caso excepcional".

A decisão coloca Goodwin em um seleto clube que também inclui o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, o espião soviético Anthony Blunt, e o ditador comunista romeno Nicolae Ceausescu, que perdeu sua honra um dia antes de ser executado.

O primeiro-ministro David Cameron saudou a ação - que retira o título de "Sir" de Goodwin - como a "decisão certa". O líder da oposição trabalhista Ed Miliband disse que era "apenas o começo da mudança que precisamos" em salas de reuniões.

Mas muitos comentaristas condenaram a decisão, que veio no final de uma semana na qual a pressão política também forçou o atual chefe do RBS, Stephen Hester, a renunciar ao seu bônus anual de £ 936 mil (1,5 milhão de dólares, 1,15 milhão de euros).

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