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Atrito | 01/02/2012 23:45

PSDB protesta contra revista oficial que critica Serra

Revista de História, publicação patrocinada pelo governo federal e ligada ao Ministério da Cultura, cita livro 'Privataria Tucana'

Denise Madueño, da
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Egberto Nogueira/EXAME

José Serra no EXAME Fórum

Político refutou ontem avaliação feita terça-feira pelo ex-governador de São Paulo José Serra de que haverá uma polarização entre tucanos e petistas nas eleições de São Paulo

São Paulo - O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), manifestou hoje repúdio e indignação ao artigo veiculado pelo site da Revista de História, publicação patrocinada pelo governo federal e ligada ao Ministério da Cultura. De autoria de Celso de Castro, o texto no site da revista afirma "'Privataria Tucana' prova que a reportagem de investigação está viva e José Serra, aparentemente, morto".

Na nota, encaminhada à ministra da Cultura, Ana de Hollanda, o presidente do PSDB afirma que, a pretexto de exaltar o livro "A Privataria Tucana", o artigo no site ataca o ex-governador e outros integrantes do partido, sem, no entanto, nominá-los, "de forma grosseira e descabida" e veicula "falsas acusações e insinuações" contra a honra de Serra.

"Para se caracterizar como uma resenha, com o mínimo de idoneidade esperável nessa publicação, o artigo não poderia deixar de mencionar o papel do autor do livro (Amaury Ribeiro Jr.) no comitê da campanha presidencial do PT em 2010, nem os processos criminais a que responde por corrupção de agentes públicos e violação do sigilo fiscal de José Serra e outras pessoas", diz a nota do PSDB.

Guerra afirma ainda que o site não poderia repetir acusações sem consistência e fundamento, ressaltando que a ofensa se agrava por ter os nomes da presidente Dilma Rousseff e o da ministra entre os responsáveis pela publicação, ao lado do conselho editorial.

"O PSDB, que é o verdadeiro alvo dessa vilania, presa sua história e seus valores. Por isso, continuará combatendo o aparelhamento político-partidário desenfreado do estado brasileiro e seus efeitos secundários indesejáveis. Lamentamos constatar que nem uma instituição como a Biblioteca Nacional está a salvo desse processo degradante", conclui a nota.

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