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Foto divulgada pela oposição mostra rebelde ao lado de tanque do regime destruído em Homs
Cairo - A oposição da Síria acusou neste sábado o regime de Bashar al-Assad de bombardear a cidade de Homs, onde se denuncia o maior massacre desde o início da repressão, pouco antes de uma importante reunião no Conselho de Segurança da ONU sobre o assunto.
O número de mortes em Homs pela ofensiva militar deste sábado à noite varia segundo as fontes, entre as 147 mencionadas pela Comissão Geral da Revolução Síria até as 260 anunciadas pelo Conselho Nacional Sírio (CNS), quase todas elas no bairro de Khalidiya.
Ativistas na zona relataram à Agência Efe imagens dantescas, como corpos de crianças decapitadas e restos humanos entre os escombros.
Duas testemunhas do incidente, identificados como Abul Ward al-Masri e Abu Bilal al-Homsi, explicaram por telefone que a cidade foi palco de 'uma catástrofe em todo o sentido da palavra' e que ainda buscam resgatar pessoas sob os escombros.
Segundo Homsi, as forças governamentais utilizaram armamento pesado como disparos de morteiro, que procediam de três lugares: a sede dos serviços de inteligência em Homs; o bairro Karam Chemchem, habitado por uma maioria alauíta; e um posto de controle militar estabelecido nos arredores da cidade.
No entanto, o governo sírio desmentiu o massacre e atribuiu essas informações ao interesse da oposição síria em fazer pressão antes da reunião do Conselho de Segurança da ONU, que discute neste sábado um projeto de resolução de condenação à Síria, já vetado, no entanto, por Rússia e China.
A agência oficial de notícias síria 'Sana' negou neste sábado 'o divulgado por algumas emissoras de televisão' sobre o bombardeio em Homs e assinalou que a denúncia faz parte da 'escalada dos grupos armados e do conselho de Istambul (em referência ao CNS) em suas tribunas midiáticas para instrumentalizá-la no Conselho de Segurança'.
Uma fonte oficial anônima citada pela 'Sana' explicou que os corpos mostrados pelas imagens das emissoras árabes como 'Al Jazeera' e 'Al Arabiya' são de homens sequestrados pelos 'grupos terroristas armados', que foram assassinados e posteriormente fotografados como vítimas do suposto bombardeio.
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