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'Cada vez que um dos candidatos republicanos aparece na televisão, as possibilidades de Obama aumentam', afirmou o economista
Paris - O economista americano Paul Krugman, Nobel de Economia em 2008, considera que o atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tem 60% de chances de ser reeleito, uma porcentagem que 'está aumentando'.
'Acho que tem 60% de chances de ganhar. Ele está sendo vítima de uma situação econômica ruim, mas o que importa são os três meses anteriores às eleições e aí pode haver uma recuperação', avaliou Krugman nesta terça-feira em Paris, durante a conferência 'A crise financeira e econômica na Europa e Estados Unidos'.
O economista, editorialista do 'The New York Times', considerou que o Partido Republicano 'não está à altura do desafio' que o país tem pela frente.
'Cada vez que um dos candidatos republicanos aparece na televisão, as possibilidades de Obama aumentam', afirmou.
Krugman considerou que o favorito à vitória nas primárias republicanas, Mitt Romney, favorece o discurso de Obama.
'Obama está fazendo agora uma campanha populista identificando os republicanos com ricos que não pagam impostos, uma imagem que cabe muito bem com o favorito dos republicanos', declarou.
O Nobel de Economia avaliou que as chances de Obama estão em ascensão: 'Há seis meses teria apostado pouco em Obama, mas desde que começaram os debates republicanos, sua situação melhorou'.
Na conferência, Krugman repetiu os pontos essenciais de sua doutrina econômica, criticou a atuação do Banco Central Europeu (BCE) por sua decisão de elevar as taxas de juros e de não comprar dívida soberana dos países em risco e apostou em uma homogeneização econômica na Europa.
Segundo o americano, o problema na Europa 'não é de governança econômica', mas da crise derivada da explosão da bolha imobiliária.
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