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Diplomacia | 03/02/2012 13:19

Nova resolução da ONU sobre Síria será submetida a governos

Diplomatas confirmaram que novo projeto será enviado para os governos antes de ser votado pelo Conselho de Segurança

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Mario Tama/Getty Images

Reunião do Conselho de Segurança da ONU

Conselho de Segurança da ONU discute projeto de resolução

Nova York - Os embaixadores dos 15 países do Conselho de Segurança da ONU interromperam nesta quinta-feira suas negociações sobre a Síria em Nova York, e agora um novo projeto de resolução será enviado aos governos, disseram diplomatas.

"Cada um pedirá instruções à sua capital, e esperamos estar prontos para votar o mais rápido possível", disse o embaixador britânico Mark Lyall Grant à imprensa.

Não se informou qual é a diferença entre este último projeto e as versões anteriores, nem quais são as chances de ser aprovado ou rejeitado.

O embaixador russo Vitaly Churkin disse que a decisão de enviar um projeto aos governos "não antecipa em nenhum modo" a probabilidade ou não de aprová-lo.

A embaixadora americana Susan Rice também reduziu as espectativas e disse: "continuamos, ainda não existe (acordo)".

"Ainda há algumas questões complicadas que nossas capitais terão que deliberar e nos dar instruções", completou.

As negociações no Conselho de Segurança da ONU sobre um projeto anterior de resolução que condenava a repressão do regime de Bashar al Assad na Síria ficaram estancadas nesta quinta-feira, apesar dos esforços dos ocidentais de satisfazer a Rússia, que o rejeitava, disseram diplomatas.

No início do dia, os países ocidentais divulgaram um texto que não menciona a transferência de poderes do presidente sírio, Bashar al Assad, para seu vice-presidente com a esperança de conseguir a aprovação da Rússia, principal aliado do regime.

Depois de 10 meses de violência na Síria nos quais, segundo as Nações Unidas, morreram mais de 5.400 pessoas, a Rússia está submetida à pressão para que seja mais forme com Assad e seu regime.

Rússia, assim como a Índia, insistiram desde o começo das negociações que o Conselho não devia condicionar nenhum dos pontos de uma transição democrática na Síria exigindo a priori que o presidente Al-Assad ceda o poder.

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