Aguarde...

EXAME.com - Notícias de negócios, mercados, economia, tecnologia, marketing, carreira e finanças pessoais

  • Notícias |
  • Brasil |
  • Política |
  • Mundo |
  • Meio Ambiente e Energia |
  • Agronegócio |
  • Indicadores |
  • Galerias
Segundo dia | 04/02/2012 18:15

Negociações para trégua fracassam em cessar distúrbios no Cairo

Manifestantes ainda resistem e enfrentam a polícia local com pedradas

 Comentários (0) Views (114)
Salvar notícia

Crashsystems/Wikimedia Commons

Praça Tahrir, no Cairo

Praça Tahrir, palco de protesto no Cairo

Cairo - Os distúrbios no centro do Cairo prosseguiram pelo segundo dia, sem êxitos nas negociações empreendidas neste sábado entre manifestantes e autoridades de segurança para conseguir uma trégua.

Até o momento, o número de mortes registradas desde a noite de quinta-feira passada chega a 12 na capital e em Suez, onde também houve distúrbios nas ruas, segundo a última apuração do Ministério da Saúde egípcio.

Após uma noite de insônia nas ruas Mansur e Nubar, próximas à praça Tahrir e perto do Ministério do Interior, quase 100 manifestantes, a maioria jovens, continuaram enfrentando a Polícia com pedradas. As forças de segurança, ao contrário de sexta-feira, quase não usou gás lacrimogêneo para reprimi-los neste sábado e se limitou a responder também lançando pedras.

Segundo a Agência Efe constatou, os choques ocorreram principalmente na rua Nubar, onde uma corrente de agentes da tropa de choque, encostados a uma grade, protegia o Ministério do Interior contra a passagem dos manifestantes, muitos deles torcedores do time de futebol Al-Ahly, que não paravam de cantar exaltados o hino nacional egípcio e palavras de ordem contra a Junta Militar que governa o país.

Na rua, era possível notar restos de latas de lixo incendiadas, queimadas pelos jovens para evitar o avanço dos policiais. Partes da calçada estavam totalmente cobertas de paralelepípedos arrancados para serem jogadas pelos manifestantes e também pela polícia.

Pelo menos dois jovens foram detidos ao se aproximarem demais da barreira de segurança e foram levados a um dos furgões policiais estacionados na retaguarda, junto ao Ministério, enquanto eram espancados com cassetetes por dezenas de oficiais que os cercaram, conforme a Efe pôde constatar.

Os confrontos se prolongaram até 14h locais (10h de Brasília), quando uma delegação de grupos de ativistas, partidos e personalidades chegou ao Ministério do Interior para negociar uma trégua.

Comentários (0)  

Editora Abril

Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados