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Opinião | 17/05/2011 15:13

Mercadante diverge de Fraga sobre tamanho do Estado

Ministro de Ciência e Tecnologia não acredita em uma gestão eficiente com Estado mínimo na economia

Daniela Amorim e Sabrina Valle, da
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José Cruz/AGÊNCIA BRASIL

O senador Aloizio Mercadante, do PT

Mercadante: "Observamos que, apesar de sermos um País que optou por ter um governo, um Estado bastante grande, temos um Estado que investe muito pouco"

Rio de Janeiro - O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, divergiu do presidente do Conselho de Administração da BM&FBovespa e ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, ao comentar sua posição sobre o tamanho do Estado brasileiro, durante o XXIII Fórum Nacional, no Rio. Em sua palestra, Armínio havia defendido que, independentemente do tamanho do Estado - se pequeno, como nos Estados Unidos, ou grande, como na Escandinávia - não há país desenvolvido sem gestão eficiente. E que, para a opção de Estado grande, o Brasil investe pouco. "Observamos que, apesar de sermos um País que optou por ter um governo, um Estado bastante grande, temos um Estado que investe muito pouco."

Ao comentar o assunto, Mercadante disse, dirigindo-se nominalmente a Fraga: "Não acho que a saída seja insistir na tese de um Estado mínimo".

"Quem defendeu isso?", interrompeu Armínio, ex-presidente do BC do governo Fernando Henrique Cardoso.

Mercadante continuou sua fala e lembrou as privatizações realizadas nos setores de comunicações, mineração, siderurgia, financeiro e de telecomunicações. "Sobrou o Palácio do Planalto. E a Petrobras e o BNDES de empresas importantes", disse.

Mercadante afirmou ainda que Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras tiveram um papel fundamental para o País durante a crise financeira internacional iniciada em 2008. O ministro, no entanto, disse concordar com Armínio no que diz respeito à maior necessidade de transparência e aprimorar os papéis dos setores público e privado.

Balança comercial

Mercadante afirmou que o superávit comercial brasileiro não é de boa qualidade. "É basicamente agricultura, minério e, daqui para a frente, gás e petróleo. Então nós não podemos nos acomodar num momento em que as commodities estão com um preço muito elevado. O Brasil tem uma vantagem comparativa muito grande. Nós somos o segundo país que mais exporta alimentos e o país que mais aumenta o excedente exportado de alimentos, que mais minério pode produzir e que será um grande exportador de petróleo. Nós temos que usar esse momento e essas condições para desenvolver os setores que geram mais empregos e mais desenvolvimento", afirmou o ministro.

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