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No livro, Kim Jong-nam critica o sistema de sucessão hereditária da Coreia do Norte, onde a dinastia Kim sempre governou
Tóquio - Afastado de sua fama de bon vivant, Kim Jong-nam, filho mais velho do falecido ditador norte-coreano Kim Jong-il, revelou alguns segredos do regime comunista em um livro que já está batendo recordes de venda no Japão.
Em 250 páginas, o livro 'Meu pai Kim Jong-il e eu' (em tradução livre), do jornalista japonês Yoji Gomi, relata algumas intrigas que envolvem a dinastia Kim, uma das famílias mais misteriosas do mundo, por meio do olhar de um Kim Jong-nam distante da imagem de crápula como era visto pela imprensa.
A obra contém o material de três entrevistas pessoais e 150 e-mails nos quase sete anos de relação entre o jornalista e Kim Jong-nam e já vendeu cerca de 100 mil cópias no Japão desde que foi lançado na sexta-feira passada.
Em uma grande conferência no Centro de Imprensa Estrangeira de Tóquio, Gomi afirmou na quarta-feira passada que o filho mais velho de Kim Jong-il é uma pessoa sensata, inteligente e preocupada com o futuro e a precária situação dos norte-coreanos.
Fruto do casamento entre o ditador e a atriz Song Hye-rim, Kim Jong-nam emigrou à China em 1995 e vive entre Pequim e Macau, onde se sente feliz, não por gostar de cassinos, como se especulava, mas porque 'adora viver em liberdade', frisou Gomi.
Em seu exílio, amparado pelo Governo chinês, vive permanentemente cercado de gente que controla ou garante sua segurança, uma situação que se intensificou após a morte de seu pai e diante dos rumores de sua possível candidatura ao poder, afirmou o jornalista.
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