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Crise | 09/02/2012 18:40

Grécia poderá receber empréstimo para evitar quebra

Evangelos Venizelos, afirmou que 'após uma longa e dura negociação', o governo conseguiu chegar a um acordo para um 'novo, forte e confiável programa' de resgate

Andrés Mourenza, da
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Louisa Gouliamaki/AFP

A Grécia realiza emissões todos os meses a curto prazo (a três e seis meses)

Acordos são fruto de negociações entre Papademos, a Comissão Europeia, o FMI, os Ministérios das Finanças e do Trabalho grego e mais três partidos

Atenas - Os partidos que formam o governo de coalizão da Grécia conseguiram nesta quinta-feira chegar a um acordo sobre as novas medidas de austeridade exigidas pelo grupo de entidades credoras conhecido como 'troika' em troca de um novo empréstimo internacional de 130 bilhões de euros, que evitará a moratória do país.

'Há um acordo geral para o Eurogrupo. Como é sabido, o programa vem com um acordo de crédito pelo qual a Grécia será financiada com 130 bilhões de euro', explicou o primeiro-ministro, Lucas Papademos, em comunicado.

De Bruxelas, o ministro de Economia grego, Evangelos Venizelos, afirmou que 'após uma longa e dura negociação', o governo grego conseguiu chegar a um acordo com a 'troika' para um 'novo, forte e confiável programa' de resgate.

Composta pela Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI), a 'troika' exige à Grécia um novo conjunto de medidas de austeridade e cortes de gastos públicos em troca do resgate financeiro.

'Também temos um acordo com os credores privados sobre os parâmetros básicos do PSI (o perdão prometido de 50% da dívida, equivalente a 100 bilhões de euros). Agora necessitamos o apoio político do Eurogrupo para um passo final', assinalou o ministro em comunicado enviado por seu Ministério à imprensa em Atenas.

Esses acordos são fruto de negociações feitas em longas reuniões e constantes conversas telefônicas entre Papademos, a Comissão Europeia, o FMI, os Ministérios das Finanças e do Trabalho grego e os três partidos que formam o governo de coalizão.

Sem o consenso entre o Movimento Socialista Pan-Helênico (Pasok), o conservador Nova Democracia (ND) e o ultradireitista LAOS, um acordo não se sustentaria.

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