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Camponeses paraguaios: tensão com os fazendeiros brasileiros no país
Brasília – A Justiça do Paraguai determinou, na tarde de hoje, a reintegração de posse das terras dos agricultores brasileiros, chamados brasiguaios, na região do Alto Paraná, na fronteira com o Brasil. A Justiça decidiu, também, pela retirada imediata dos sem-terra paraguaios, conhecidos como carperos, que pressionam pela ocupação das propriedades.
A decisão foi comemorada pelo embaixador do Brasil no Paraguai, Eduardo Santos. Ele disse à Agência Brasil que está “confiante no retorno da normalidade” à região.
Agência Brasil – Depois de 11 dias de tensão, o senhor acredita que o fim do impasse está próximo?
Eduardo Santos - Posso dizer que, agora à tarde, fiquei bem mais aliviado depois dessa decisão judicial, que determina a reintegração de posse no Alto Paraná. Com isso, acredito, sinceramente, que a normalidade está próxima, embora a cautela determine aguardar e observar.
ABr – O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, pediu que o senhor obtenha do presidente paraguaio, Fernando Lugo, garantias para a segurança dos brasiguaios e que seja afastado o risco de novos conflitos. Como estão essas negociações?
Santos – Desde que eclodiram os conflitos, estou conversando todo o tempo com as autoridades paraguaias. É um diálogo constante. O nosso papel na embaixada e no consulado é manter e zelar pelos interesses e segurança dos nossos nacionais. Essas têm sido nossas preocupações. Hoje, o Paraguai é o quarto maior exportador de soja da região e os brasileiros que estão aqui ajudaram muito.
ABr – Como tem sido o diálogo com as autoridades paraguaias?
Santos – Em ótimo nível. Hoje mesmo, logo depois que a Justiça determinou a reintegração de posse, conversei com o ministro do Interior [Rafael Filizzola] sobre a situação no Alto Paraná. Ele [o ministro] me garantiu que a Polícia Nacional fará cumprir a ordem [judicial] na área e que a segurança dos brasileiros está assegurada.
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