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Disputa | 10/02/2012 13:50

Eleições nos EUA opõem o poder do povo ao dinheiro

Mudança na legislação americana aumentou a importância das doações de milionários para as campanhas

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Chip Somodevilla/Getty Images

Romney contra Gingrich, pré-candidatos republicanos

Romney contra Gingrich: disputa pelo voto e pelo dinheiro para a campanha

Washington - A disputa presidencial nos Estados Unidos confronta o poder de milhões de eleitores contra o de influentes milionários, como os conservadores Sheldon Adelson e os irmãos David e Charles Koch, por trás de várias campanhas republicanas.

O próprio Newt Gingrich aponta que a opção está entre 'o poder do povo' e 'o poder do dinheiro', referindo-se à ampla vantagem de organização e os diversos fundos de Mitt Romney em sua aposta por chegar à Casa Branca.

O 'Super PAC' ('comitê de ação político' independente) 'Restore our Future', que apoia Romney, recebeu dinheiro de banqueiros, investidores e empresários que, em seu conjunto, deram a ele mais de US$ 30 milhões em 2011, segundo a Comissão Federal Eleitoral (FEC, na sigla em inglês).

Graças a mudanças nas leis de financiamento eleitoral em 2010, que eliminaram as restrições de doações corporativas e sindicais em eleições federais, três desses doadores, todos investidores em fundos de alto risco, deram US$ 1 milhão cada um.

Os irmãos Koch estiveram por trás do grupo conservador 'Americans for Prosperity', que lançou uma campanha de propaganda nacional de US$ 6 milhões para mostrar o presidente Barack Obama como um líder corrupto.

O governador do Texas, Rick Perry, abandonou a disputa em 19 de janeiro, mas desde 2001 vinha reunindo doações de milionários.

Enquanto isso, Gingrich encontrou em Adelson, um magnata dos cassinos de Las Vegas, um importante padrinho, que doou US$ 10 milhões ao grupo 'Winning our Future', o 'Super PAC' que apoia o ex-presidente da Câmara de Representantes (Deputados).

A vasta fortuna de Adelson, um velho e leal amigo de Gingrich, chegaria como um 'salva-vidas', devido a sua extensa rede de conexões políticas e sua influência na economia estadual.

Com uma fortuna de US$ 21,5 bilhões, Adelson, de 78 anos, ocupa o posto 'número oito' entre os mais ricos dos EUA, apenas uma posição atrás de George Soros, segundo a revista 'Forbes'.

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