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Os protestos seguem no Egito
Cairo - Milhares de egípcios saíram às ruas nesta sexta-feira para participar de diversas passeatas de protesto contra a Junta Militar, que confluíram na sede do Ministério da Defesa no Cairo, quase sem incidentes registrados.
Segundo a Agência Efe pôde constatar, os manifestantes gritavam palavras de ordem como 'A Revolução não é gratuita' e 'Pan, liberdade e Justiça Social', ao ritmo dos tambores tocado pelos jovens.
Também houve vários chamados para uma greve geral convocada para este sábado, a fim de insistir na renúncia do Conselho Supremo das Forças Armadas e para celebrar o primeiro aniversário da derrocada do presidente Hosni Mubarak.
'A greve é legítima contra a pobreza e a fome' e 'A greve é nossa arma contra a autoridade que nos sacrifica' foram as mensagens gritadas pelos manifestantes durante o trajeto rumo ao bairro de Abassiya, onde fica o Ministério da Defesa, chefiado pelo próprio líder da Junta Militar, marechal Hussein Tantawi.
Ao longo do caminho, vários moradores aplaudiam e animavam os manifestantes quando estes passavam em frente às casas, em uma passeata que ainda transcorre quase sem presença de policiais ou militares.
O prédio do Ministério, protegido por uma grade, estava custodiado por cerca de 100 membros da Polícia Militar.
Entre os manifestantes estava a candidata à Presidência egípcia Bothaina Kamel, a primeira mulher a concorrer ao cargo no país. Ela disse à Efe que, neste sábado, haverá greve em universidades e centros de trabalho e diversas manifestações para exigir aos militares que abandonem o poder.
Este protesto transcorre dias após 15 pessoas morrerem no Cairo e em Suez durante confrontos entre manifestantes e a Polícia, desencadeados após a morte de 74 pessoas em uma partida de futebol em Port Said no último dia 1º.
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