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Avaliação | 28/12/2011 16:03

Dilma ganha nota 7 por primeiro ano de governo

Para analistas, presidente teve sucesso ao lidar com crise política, mas ainda precisa fazer a lição de casa na área das reformas fiscais

Eduardo Tavares, de
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Getty Images

Dilma Rousseff

Dilma dá adeus a 2011 com saldo positivo e imagem de firmeza no combate à corrupção

São Paulo – Dilma Rousseff começou 2011 em Brasília, tomando posse da Presidência da República. Já o fim do ano, a presidente passará em uma praia em Salvador, cidade escolhida para a semana de férias. Entre um momento e outro, um ano movimentado: seis ministros substituídos por denúncias de irregularidades, novos rumos na política internacional, o enfrentamento de uma séria crise econômica mundial, dentre outros acontecimentos. No fim das contas, segundo a avaliação de cientistas políticos, a atuação de Dilma Rousseff ao longo do ano mereceu nota sete.

“Sempre tem o que melhorar. Dilma só não ganha um 10 porque ainda tem cobertor político curto. Ajustes de um lado descobrem outros locais, e ela vai ter que se virar com isso de agora em diante”, diz Antônio Carlos Santos, professor de Ciência Política da PUC São Paulo. Veja abaixo a avaliação feita pelo professor e por Rafael Cortez, cientista político da Tendências Consultoria, dos fatos marcantes no primeiro ano do governo Dilma.

O ano do "malfeito"

Antônio Pallocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Pedro Novais (Turismo), Orlando Silva (Esportes) e Carlos Lupi (Trabalho). Os nomes são de ministros que têm em comum o fato de terem deixado seus cargos ao longo de 2011 por causa de denúncias de irregularidades em suas pastas.

Houve ainda o caso do ministro Nelson Jobim, da Defesa, que pediu demissão em um momento de grande desgaste de sua relação com o governo. Para Rafael Cortez, da Tendências, esta série de “malfeitos” - uma das expressões favoritas de Dilma – e o tratamento que a presidente deu a cada caso tiveram um efeito dúbio.

“Por um lado, ajudou a construir em torno de Dilma um imaginário de baixa tolerância à corrupção, com todo aquele ideal de limpeza, faxina. A história vai mostrar se isto é verdade ou não”, afirmou. O lado negativo da história, na opinião do analista, foi a demora da presidente, em alguns casos, para substituir os ministros.

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