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A governante aproveitou a temática ambiental para criticar os países desenvolvidos
Porto Alegre - A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta quinta-feira os objetivos da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20 ao participar do Fórum Social Mundial, que ocorre em Porto Alegre, onde os participantes do evento anunciaram protestos globais contra a chamada 'economia verde'.
Ante cerca de 4 mil pessoas no ginásio Gigantinho, em Porto Alegre, Dilma declarou que a crise dá um significado especial à Rio+20, evento que será realizado em junho no Rio de Janeiro. Para ela, a conferência deve ser um momento importante de um 'processo de renovação de ideias'.
'O que estará em debate é um modelo de desenvolvimento capaz de articular o crescimento e a geração de emprego, a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades, a participação social e a ampliação de direitos, educação e inovação tecnológica, o uso sustentável e a preservação dos recursos ambientais', acrescentou.
Dilma destacou que esse modelo deverá se basear na premissa de que 'é possível crescer, incluir, proteger e conservar', além de ser 'sustentável' nos aspectos 'econômico, social e ambiental'.
A presidente apostou nas oportunidades do Brasil em termos de geração de energia, apoiadas em boa medida em hidrelétricas de grande porte, condenadas pela maioria dos movimentos do Fórum, além de ativistas e ambientalistas que criticam o potencial impacto das obras dessas usinas. Mas, com postura firme, Dilma salientou que hidrelétricas são sustentáveis e ajudam na superação da pobreza.
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