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"Para nós, as baixas começaram a ocorrer em abril. Por isso, fizemos um plano de recuperação e já o pusemos em prática", disse o presidente do DEM, senador Agripino Maia
Brasília - A direção do DEM acredita que o partido se preparou para as perdas desde que surgiram as informações sobre a criação do PSD. Por isso, na opinião de seus dirigentes, o DEM vai resistir à crise e sair mais forte já a partir da eleição municipal do ano que vem. "Para nós, as baixas começaram a ocorrer em abril. Por isso, fizemos um plano de recuperação e já o pusemos em prática", disse o presidente do partido, senador Agripino Maia (RN).
Nesse período, o DEM fez intervenção em diretórios de seis Estados, tirou os aliados do PSD do prefeito Gilberto Kassab e pôs gente nova no lugar dos que foram banidos. Isso ocorreu em São Paulo, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Roraima e Santa Catarina. "Foi uma forma de recuperar o terreno que estávamos perdendo", afirmou o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA). As contas feitas até agora indicam a saída de 19 congressistas para o PSD, entre senadores e deputados.
As maiores perdas ocorreram em Santa Catarina. Saíram o governador Raimundo Colombo e o grupo ligado ao ex-senador Jorge Bornhausen. "Falou-se que estávamos destruídos em Santa Catarina. Mas na última semana participei de uma cerimônia de filiação de 1.205 novos integrantes do DEM, oriundos do empresariado e profissionais liberais. Estamos não só recuperando nossas forças, mas ficando mais fortes", afirmou Agripino. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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