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Os presidentes de China e Coreia do Sul discutiram como será o regime de Kim Jong-Un
Pequim - O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, se reuniu nesta segunda-feira em Pequim com o governante chinês, Hu Jintao, para analisar a alternância de poder na Coreia do Norte após a morte de Kim Jong-il e a incerteza gerada na região.
Durante o encontro, ambas as partes destacaram a evolução das relações bilaterais, apesar do forte apoio de Pequim ao regime de Pyongyang, com o qual Seul está tecnicamente em guerra, já que a Guerra da Coreia de 1953 terminou com um cessar-fogo, não com um acordo de paz.
'Acredito que a visita impulsionará os intercâmbios e a cooperação e promoverá o sólido e saudável avanço das relações de cooperação estratégica entre China e Coreia do Sul', disse Hu após o encontro no Grande Palácio do Povo, que foi precedido por uma cerimônia de boas-vindas.
Já Lee afirmou ser de 'extraordinário significado' o fato de sua primeira viagem internacional do ano ter sido à China.
Os dois países estão interessados em melhorar suas relações bilaterais, afetadas nas últimas semanas pela aliança e o apoio de Pequim ao regime de Pyongyang, bem como pelos violentos incidentes protagonizados por pescadores chineses que trabalham ilegalmente em águas sul-coreanas.
Em dezembro, um deles matou um agente da Guarda Costeira sul-coreana e feriu outro, um incidente que causou manifestações na Coreia do Sul pelo que foi considerado um reiterado abuso dos pescadores chineses.
Com relação à Coreia do Norte, a China, o maior investidor e parceiro comercial de Pyongyang, quer que o regime agora dirigido por Kim Jong-un promova reformas econômicas. No entanto, segundo os observadores, o país não quer mudanças políticas que gerem instabilidade e possam derivar em uma hipotética reunificação das duas Coreias sob a batuta de Seul, importante aliada regional de Washington.
De acordo com os analistas, Seul pedirá a Pequim que pressione Pyongyang para evitar eventuais provocações ou hostilidades, dando prioridade à estabilidade.
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