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Número de mortos na repressão do país estão estimados em mais de 5 mil
Nações Unidas - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta quarta-feira à responsável do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) do organismo, Valerie Amos, que visite a Síria para analisar a situação humanitária "in loco".
Ban pediu ainda que Amos renove seu pedido ao regime de Damasco para permitir o acesso à ajuda humanitária, disse à imprensa o porta-voz de Ban Eduardo del Buey na sede da ONU, em Nova York.
Amos, que é subsecretária-geral do organismo para Assuntos Humanitários e pediu em diversas ocasiões o fim da violência na Síria, iniciará agora os trâmites para tentar obter uma permissão das autoridades sírias para sua entrada no país.
"Resta agora ver os detalhes da visita e, sobretudo, qual é a resposta do governo da Síria", disseram fontes da ONU à Agência Efe. Elas afirmaram que o processo tem suas dificuldades e destacaram que há cada vez mais Estados-membros a favor de uma missão humanitária das Nações Unidas na Síria.
Nos 11 meses que dura a repressão na Síria, Amos pediu várias vezes que o regime do presidente Bashar al-Assad permita a entrada de uma missão humanitária capitaneada pela ONU para analisar a situação "in loco".
A falta de acesso ao país impediu às Nações Unidas de atualizarem, desde meados de janeiro, o número de mortos na repressão, estimados então em mais de 5 mil, embora agora os opositores calculem que já sejam mais de 8,5 mil desde o início dos protestos na Síria.
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