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ONU | 16/01/2012 12:57

Bachelet diz que Primavera Árabe gerou modelo para o mundo

A diretora de ONU Mulheres elogiou as revoltas árabes como 'uma força jovem que irrompe em cena não ligada às instituições nem às organizações políticas tradicionais'

Kathy Seleme, da
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Wikimedia Commons/Wikimedia Commons

Médica 'multitarefas' Michelle Bachelet foi a primeira mulher a governar o Chile

Bachelet: 'a igualdade de direitos de homens e mulheres é o objetivo último da democracia'

Beirute - A diretora-executiva de ONU Mulheres, a ex-presidente chilena Michelle Bachelet, considera que a Primavera Árabe gerou 'um modelo para o resto do mundo', apesar de também ter evidenciado a dificuldade das mulheres para ter acesso a postos de responsabilidade.

Em entrevista à Agência Efe, a ex-governante do Chile elogiou as revoltas no mundo árabe como 'uma força jovem que irrompe em cena não ligada às instituições nem às organizações políticas tradicionais, mas com um grande clamor pela liberdade, a justiça social e a democracia'.

Para Bachelet, essas peculiaridades fazem da chamada Primavera Árabe algo único, que gera um modelo para o resto do mundo, inclusive o desenvolvido, com baixos níveis de crescimento e altos níveis de desemprego juvenil e 'que questiona o sistema econômico e político'.

Embora tenha reconhecido que é um processo que ainda não terminou e cuja forma final ainda é desconhecida, a chilena enfatizou que seu valor reside no fato de apresentar uma dinâmica interna, própria de cada país, que tenta encontrar suas respostas.

Para Bachelet, os processos na Tunísia, Egito e Líbia foram diferentes, mas existe uma grande oportunidade histórica para que todos eles possam avançar em suas aspirações, entre elas os direitos garantidos para homens e mulheres.

Com relação a estas últimas, apontou que o novo panorama evidenciou que as mulheres 'ainda têm grandes obstáculos para ter acesso a mudanças de representação ou a postos que envolvam a tomada de decisão no mundo'.

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