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Aprovada | 16/12/2011 14:59

Avaliação do governo sobe, e Dilma se descola de denúncias

Comparado aos percentuais dos primeiros mandatos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso, o governo atual tem a melhor aprovação

Maria Carolina Marcello, da
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Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Dilma faz nomeações

Dilma manteve alta sua aprovação pessoal, apesar das denúncias que provocaram a queda de ministros

Brasília - A avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff cresceu em dezembro em grande parte por conta da situação econômica, e a presidente manteve alta sua aprovação pessoal, apesar das denúncias que provocaram a queda de ministros, apontou pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira.

De acordo com o último levantamento do Ibope neste ano, 56 por cento dos entrevistados consideram o governo Dilma ótimo ou bom, contra 51 por cento em setembro.

Comparado aos percentuais dos primeiros mandatos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso, o governo Dilma tem a melhor aprovação. O governo Lula obteve a avaliação positiva de 41 por cento do eleitorado em dezembro de 2003, enquanto 43 por cento aprovavam o governo FHC em dezembro de 1995.

"O que a gente percebe é que há uma correlação muito forte entre a avaliação do governo e a questão do desemprego e do crescimento da economia", afirmou o gerente executivo de pesquisa da CNI, Renato da Fonseca.

"Você tem uma população bastante satisfeita com relação à economia e isso acaba refletindo na sua avaliação do governo", avaliou. "A economia está indo bem, as pessoas avaliam bem o governo."

Segundo a pesquisa, os percentuais dos que desaprovam as ações de combate à inflação e a política de juros do governo apresentaram queda, mas ainda superam o patamar de 50 por cento.

O percentual dos que não aprovam as ações de combate à inflação caiu de 55 por cento em setembro, para 52 por cento em dezembro. Já os eleitores contrários à política de juros somam 56 por cento em dezembro, contra 59 por cento em setembro.

As políticas de tributos e de saúde são as piores avaliadas, segundo a pesquisa. Os que desaprovam a política tributária somam 66 por cento dos entrevistados, já os que mostraram descontentamento com a área da saúde somam 67 por cento.

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