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Governo | 18/05/2011 21:36

Alegações sobre Palocci são teste para Dilma

O mais importante ministro da equipe de Dilma, Antônio Palocci vira distração para atrasar agenda de reformas e fragilizar ala mais rígida do novo governo do PT

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Agencia Brasil / Antonio Cruz

Presidente Dilma Roussef e ministro Antônio Palocci

Presidente Dilma Roussef e ministro Antônio Palocci: oposição partiu para o ataque

Brasília - As revelações de um aumento significativo no patrimônio pessoal do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, parecem ter pouca munição para tirá-lo do cargo, mas podem se transformar em uma grande dor de cabeça para a presidente Dilma Rousseff.

Embora não existam provas de que Antonio Palocci tenha cometido algum delito, ele é o ministro mais importante a ter sido atingido por um escândalo desde a posse de Dilma, em 1o de janeiro.

Parlamentares da oposição buscam com afinco obter explicações sobre o crescimento do patrimônio do ministro, fato que veio à tona em reportagem publicada no domingo pelo jornal Folha de S. Paulo. Segundo o jornal, o patrimônio do favorito de Wall Street e figura-chave das políticas econômicas do governo Dilma Rousseff aumentou 20 vezes desde 2006.

A reportagem não alegou nenhum delito por parte do ministro, que afirma que o dinheiro foi ganho legitimamente por meio da empresa de consultoria econômico-financeira Projeto, que ele comandou enquanto era deputado federal, entre 2006 e 2010. Mas motivou movimentos da oposição para que Palocci -- que abandonou o cargo de ministro da Fazenda no início de 2006 em função de um escândalo distinto -- divulgue todas as informações sobre os clientes da consultoria, para comprovar que não usou a empresa para fazer uso de sua influência.

As alegações existentes até o momento não parecem ser suficientemente contundentes para enfraquecê-lo de maneira grave, nem lhe custar seu cargo, mas o mercado financeiro pode ter os ânimos abalados se surgirem provas de alguma irregularidade financeira.

Palocci, de 50 anos, é visto como a voz mais forte da ortodoxia econômica no governo Dilma e defensor de uma política monetária e fiscal mais rígida para frear a pressão inflacionária que vem ameaçando a economia do país este ano.

"Eles terão que trazer mais sujeira à tona. A sujeira que encontraram não é tão ruim assim", disse o cientista político David Fleischer, da Universidade de Brasília (UnB).

Comentários (1)  

Pablo Ramalho

O palocci por onde passa rouba descaradamente! Ele e mais um monte de amigos de Dilma, é questão de...

20.05.2011 | Ler comentário completo |  

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