Petróleo fecha em alta após países apoiarem cortes

Os ministros de Energia da Rússia e da Arábia Saudita apoiaram uma extensão no acordo de cortes na produção da Opep e de outros grandes produtores

Nova York, 15 – Os contratos futuros de petróleo fecharam no maior nível em duas semanas nesta segunda-feira, 15, impulsionados por uma declaração dos ministros de Energia da Arábia Saudita e da Rússia, que apoiaram uma extensão no acordo de cortes na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de outros grandes produtores.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para junho fechou em alta de 2,11%, a US$ 48,85 por barril.

Já na Intercontinental Exchange (ICE), o petróleo tipo Brent para julho avançou 1,93%, a US$ 51,82 por barril.

Em uma declaração conjunta, o ministro saudita de Energia, Khalid al-Falih, e o ministro russo de Energia, Alexander Novak, disseram que o pacto de países da Opep e de outros grandes produtores para cortar a produção e derrubar os estoques mundiais de petróleo deveria ser ampliado até o final de março de 2018.

Os ministros expressaram o “otimismo que uma gama mais ampla de países verá o benefício da estabilização dos mercados de petróleo e unirá esforços”.

Uma decisão deve ser tomada em 25 de maio, durante a reunião da Opep.

“Parece, realmente, que haverá uma continuação dos cortes.

Os sinais são bastante fortes e claros tanto por parte da Opep quanto por parte da Rússia. Eles realmente estão removendo uma quantidade substancial da incerteza sobre a decisão de maio”, disse Bjarne Schieldrop, analista chefe de commodities da SEB Markets.

O movimento dá continuidade à alta vista nos preços do petróleo nas últimas sessões, quando se recuperavam das dúvidas sobre a capacidade da Opep de eliminar um excesso de petróleo do mercado.

A confiança dos investidores tem crescido cada vez mais nas últimas semanas em relação a esse assunto.

No entanto, alguns continuam céticos de que estender os cortes trará a oferta e a demanda de volta ao equilíbrio.

Especialistas também preveem que o excesso global da commodity pode ser eliminado até o final de 2017 caso os cortes sejam estendidos, mas a ação de fornecimento dos principais produtores de petróleo terá um preço que pode assombrar o mercado em 2018.

“Estender os cortes até março do ano que vem levaria em conta o fato de que a demanda no primeiro trimestre do ano é mais baixa por motivos sazonais, o que significa que qualquer expansão da produção implicaria o risco de outro excesso de oferta”, afirma o Commerzbank.