Paraguai espera equilíbrio em acordo comercial de UE com Mercosul

O vice-ministro do país garantiu que o fator tempo é um elemento de pressão, tanto para a UE como para o Mercosul

Assunção – O vice-ministro de Relações Econômicas e Integração do Paraguai, Rigoberto Gauto, afirmou nesta quarta-feira que espera “um equilíbrio entre compromissos e benefícios” no acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, negociado em Bruxelas (Bélgica).

Gauto, que preside a delegação paraguaia que participa das negociações, destacou que as partes procuram “avançar de maneira essencial”, para “consolidar os textos e compromissos” antes da reunião formal do Comitê de Negociações Birregionais, em Buenos Aires, de 20 a 24 de março.

O vice-ministro garantiu que o fator tempo é um elemento de pressão, tanto para a UE como para o Mercosul, “pois as autoridades colocaram o fim deste ano como limite para se chegar a um acordo em todas as matérias”, segundo declarou através de um comunicado da Chancelaria paraguaia.

Gauto admitiu, no entanto, que as questões mais delicadas para resolver o acordo permanecem pendentes, dado que a UE ainda não completou sua oferta em produtos agrícolas.

Para sexta-feira, está prevista a abertura de negociações entre o Mercosul (integrado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), e a Associação Europeia de Livre-Comércio (EFTA), conforme programado no mês passado no Fórum Mundial realizado em Davos (Suíça).

Nos últimos dias, as negociações comerciais entre a UE e o Mercosul em Bruxelas concentram suas temáticas em compras públicas, acesso ao mercado de bens, medidas sanitárias e fitossanitárias e serviços e investimentos.

A apresentação das propostas comerciais entre o Mercosul e a UE aconteceu em Bruxelas em maio do ano passado, e desde então entraram em pauta diferentes aspectos em diversas rodadas de negociação.

As conversas sobre este amplo acordo de associação, que inclui um tratado de livre-comércio, começaram em 1999, mas após uma infrutífera primeira troca de ofertas de acesso a mercados em 2004, ficaram paralisadas até 2010.

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