“Optamos por esperar maior evidência de melhora”, diz Yellen

Presidente do Fed acrescentou que não há "sinais de superaquecimento" e, por isso, a economia americana "ainda conta com um pouco de espaço para percorrer"

Washington – A presidente do Federal Reserve (Fed), Janet Yellen, afirmou nesta quarta-feira que o banco central dos Estados Unidos optou “por esperar uma maior evidência” de melhoria da economia do país para realizar uma alta das taxas de juros, apesar de ter reconhecido uma evolução no crescimento econômico e constantes “progressos” no mercado de trabalho.

“Optamos por esperar uma maior evidência para continuar (com o ajuste monetário)”, disse Yellen em entrevista coletiva após o Fed anunciar a decisão de manter as taxas de juros no atual patamar de 0,25% a 0,5%.

Yellen acrescentou que não há “sinais de superaquecimento” e, por isso, a economia americana “ainda conta com um pouco de espaço para percorrer”.

Para a presidente do Fed, se as condições atuais se mantiverem, é possível que aconteça um novo ajuste monetário “antes do final do ano”.

Sobre a divisão interna demonstrada pelo fato de a decisão de manter os juros ter sido tomada com sete votos a favor e três contra, Yellen diminuiu a importância deste fato e comentou que é positivo que “existam diversas opiniões” no seio da instituição.

Trata-se da primeira vez desde 2014 que uma decisão monetária do Fed foi tomada com tantos números de votos contrários.

Além disso, Yellen rebateu a acusação do candidato republicano à presidência dos EUA, Donald Trump, de que o Fed está postergando a alta da taxas de juros para depois das eleições do próximo dia 8 de novembro.

“Não discutimos de política em nossos encontros e não levamos a política em conta na hora de tomar nossas decisões”, ressaltou Yellen.

As próximas reuniões do Fed estão previstas para o início de novembro e meados de dezembro.

Texto atualizado às 17h23