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Mercosul: quase duas décadas depois, o bloco está debilitado pelas brigas comerciais entre seus principais membros
Buenos Aires - A Venezuela entrará nesta semana com pompa em um Mercosul que ficou reduzido a um fórum político por suas disputas comerciais internas.
Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai criaram o Mercosul em 1995 para permitir que o comércio fluísse entre suas fronteiras e atraísse investimentos em escala semelhante à da União Europeia e o Tratado de Livre Comércio da América do Norte.
Quase duas décadas depois, o bloco está debilitado pelas brigas comerciais entre seus principais membros, que tentam blindar sua balança comercial da crise financeira global com medidas protecionistas.
Críticos garantem que o Mercosul se reduziu a um espaço político entre líderes de centro-esquerda de onde o Brasil constrói sua crescente influência regional e global, enquanto para os membros menores é útil como espaço de diálogo com seus vizinhos.
Segundo analistas, a recente decisão do bloco de permitir a entrada da Venezuela, um dos maiores exportadores de petróleo do mundo, segue a lógica de reforçar seu poder de influência.
A Argentina restringiu nos últimos meses a entrada de produtos brasileiros para proteger o superávit comercial com que financia a sua economia, isolada do mundo pelas políticas econômicas intervencionistas da presidente Cristina Kirchner.
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