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Bloco | 30/07/2012 22:35

Venezuela se une a um Mercosul reduzido a fórum político

Quase duas décadas depois, o bloco está debilitado pelas brigas comerciais entre seus principais membros, que tentam blindar sua balança comercial da crise financeira global

Roberto Stuckert Filho/PR

Presidente do Chile, Sebastián Piñera; presidente da Argentina, Cristina Kirchner, presidente do Uruguai, José Mujica, e presidente Dilma Rousseff em cúpula do Mercosul

Mercosul: quase duas décadas depois, o bloco está debilitado pelas brigas comerciais entre seus principais membros

Buenos Aires - A Venezuela entrará nesta semana com pompa em um Mercosul que ficou reduzido a um fórum político por suas disputas comerciais internas.

Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai criaram o Mercosul em 1995 para permitir que o comércio fluísse entre suas fronteiras e atraísse investimentos em escala semelhante à da União Europeia e o Tratado de Livre Comércio da América do Norte.

Quase duas décadas depois, o bloco está debilitado pelas brigas comerciais entre seus principais membros, que tentam blindar sua balança comercial da crise financeira global com medidas protecionistas.

Críticos garantem que o Mercosul se reduziu a um espaço político entre líderes de centro-esquerda de onde o Brasil constrói sua crescente influência regional e global, enquanto para os membros menores é útil como espaço de diálogo com seus vizinhos.

Segundo analistas, a recente decisão do bloco de permitir a entrada da Venezuela, um dos maiores exportadores de petróleo do mundo, segue a lógica de reforçar seu poder de influência.

A Argentina restringiu nos últimos meses a entrada de produtos brasileiros para proteger o superávit comercial com que financia a sua economia, isolada do mundo pelas políticas econômicas intervencionistas da presidente Cristina Kirchner.

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