São Paulo - O mercado imobiliário na capital paulista deu sinais de recuperação em setembro, com elevação dos lançamentos e das vendas na comparação com agosto.

No entanto, o volume de negócios em 2014 segue muito abaixo do verificado em 2013, de acordo com pesquisa divulgada há pouco pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

Em setembro, foram vendidos 2.787 imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo, crescimento de 55,1% em relação a agosto e queda de 5,6% comparado a setembro do ano passado.

No acumulado de janeiro a setembro de 2014, foram vendidas 14.374 unidades, queda de 43,8% em relação aos mesmos meses de 2013.

Os lançamentos de novos projetos residenciais em setembro somaram 4.018 unidades, alta de 90% em relação a agosto e alta de 35,6% ante setembro de 2013. Já no acumulado do ano, foram lançadas 18.367 unidades, queda de 15,4% em relação aos mesmos meses de 2013.

O terceiro trimestre representou 37% do total das unidades vendidas e 39% dos lançamentos no ano, sinalizando recuperação frente aos meses anteriores.

O setor tem sido afetado pelo baixo crescimento da economia brasileira, um quadro que foi agravado pelos feriados com Copa do Mundo e pelas incertezas causadas com período eleitoral, provocando adiamento dos negócios.

No entanto, o Secovi-SP acredita que a pior fase do mercado imobiliário foi superada.

A velocidade de vendas - medida pela relação entre o total de unidades vendidas e o total lançado no período mais o estoque de períodos anteriores - foi de 11,1% em setembro. O patamar é o maior em todo o ano de 2014.

O período de Copa do Mundo esvaziou os estandes das incorporadoras em junho e julho, quando a velocidade de vendas ficou em 4,8% e 3,4%, respectivamente.

Em agosto, houve uma pequena alta, chegando a 7,7%. No ano passado, os números foram bem maiores. Em 2013, a velocidade de vendas foi de 15,6% em setembro e 17,7% em agosto.

Apesar dos sinais de recuperação, o Secovi-SP mostra cautela em relação ao desempenho do setor daqui em diante, tendo em vista a necessidade de ajustes na economia brasileira e no próprio setor.

"Ainda é cedo para se analisar os efeitos da eleição presidencial no mercado imobiliário futuro. A presidente reeleita tem pela frente vários desafios", afirmou em nota o presidente do sindicato, Cláudio Bernardes.

Dentre os desafios, Bernardes citou adequação dos parâmetros do programa Minha Casa, Minha Vida, novos recursos para o financiamento imobiliário e segurança jurídica para os empresários da construção.

A previsão do sindicato é de que o mercado imobiliário na cidade de São Paulo chegará ao fim de 2014 com um total de 24 mil unidades comercializadas e 26 mil unidades lançadas, evidenciando elevação dos estoques. (Circe Bonatelli - circe.bonatelli@estadao.com)

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