São Paulo - Em meados de janeiro, o FMI (Fundo Monetário Internacional) revisou suas previsões de crescimento para o mundo.

E como tem sido de praxe nos últimos anos, foi para baixo.

O fundo prevê que a economia mundial vai crescer 3,4% em 2016, e 3,6% em 2017, o que nos dois casos significa um corte de 0,2 ponto percentual em relação ao relatório de outubro.

Este tem sido um padrão desde 2010. Com exceção de um breve período em 2011 e 2012, a realidade do PIB sempre decepcionou em relação ao previsto.

O nível de frustração de expectativas fica claro nesta imagem incluída recentemente no relatório econômico da Presidência norte-americana divulgado pela Casa Branca.

Em azul está a previsão de setembro de 2011, em vermelho a de outubro de 2012, em verde a de outubro de 2013, em amarelo a de outubro de 2014, em rosa a de outubro de 2015 e em vinho a última, deste janeiro.

A linha preta mostra o que acabou se confirmando. Veja:

Divulgação/WhiteHouse

Previsões do FMI para o crescimento global

Já o nível de decepção com o Brasil nem caberia em uma imagem como essa. Até o início de 2015, nenhum grande organismo previa uma contração do PIB, e muito menos nessa escala e por no mínimo dois anos seguidos.

O Produto Interno Bruto (PIB) do país deve cair 3,5% este ano, segundo o fundo, ante projeção de -1% feita em outubro

A estimativa para o resultado do ano passado também foi cortada, de 3% para 3,8%, e a expectativa para 2017 é de estagnação.

"É evidente que a situação do mundo é mais complicada do que parece, mas não dá para dizer que o mundo produziu a nossa bagunça", disse nesta semana o ex-ministro Delfim Netto em um evento em São Paulo.

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