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Um novo perfil de investimento no setor de etanol deve surgir a partir do acordo entre a maior exportadora de álcool do mundo, a brasileira Cosan, e a fabricante anglo-holandesa de combustíveis Shell.
Para o consultor em agronegócios da Buranello-Passos Advogados, Paulo Costa, a união entre as duas companhias abrirá portas para que gigantes multinacionais agrícolas e petrolíferas passem a investir de maneira mais significativa na produção de etanol.
Costa afirma que os investimentos estrangeiros realizados antes da crise financeira mundial vinham de grupos que conheciam pouco a realidade do setor e, por isso, muitas vezes chegavam a resultados decepcionantes. Parte desses projetos foi inclusive interrompida durante o período de tormenta na economia mundial.
Com a retomada da demanda por novas energias, porém, o interesse em fazer parte do mercado de etanol começa a mobilizar companhias capitalizadas e fortes o suficiente para transformar o produto em commodity de alcance global.
Na entrevista a seguir, Paulo explica como esse novo grupo de investidores vai transformar o setor nos próximos anos.
O impacto do acordo entre Cosan e Shell
Como as gigantes vão transformar o setor
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