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O futuro do Euro é tema na casa de apostas. A William Hill está pagando 3 por 1 para o fim da moeda
São Paulo - O euro vai sobreviver? Essa é uma discussão cada vez mais intensa na Europa, no rastro de uma brutal crise econômica que vem colocando de joelhos muitos países. Economistas, políticos e jornalistas se dividem.
Se você lê ou ouve o que eles estão dizendo, sua dúvida sobre a sobrevivência da moeda adotada por 17 países europeus tende a se ampliar cruelmente. Mais ou menos como num jogo de tênis, seu rosto vai virar ora para um lado e ora para o outro, e junto com ele sua mente.
Mais eficiente, talvez, para você avaliar a situação, é consultar as lendárias casas de apostas inglesas – tão presentes na paisagem local quanto os pubs. Para abreviar, nos últimos meses, os bookmakers britânicos – assim chamados porque na origem as apostas (em cavalos) eram marcadas num livro – estão pagando cada vez menos para quem põe dinheiro na hipótese da morte do euro ao longo de 2012.
Uma das principais empresas de apostas – a William Hill – pagava há poucos meses 10 libras para cada uma que você apostasse no fim do euro. Agora, com a Grécia agonizando economicamente e a Itália respirando com dificuldade, a WH está pagando apenas 3 por 1. No jargão dos bookmakers, estas são as odds – basicamente, as probabilidades. Não se trata, no caso, de precisos cálculos matemáticos, como aqueles que você pode ver na televisão nos jogos de pôquer. Um computador calcula as chances de este ou aquele jogador ganhar a mão com base nas cartas que ainda estão por ser viradas.
Para as casas de apostas, as odds funcionam na base da intuição. Para ganharem dinheiro no negócio, sua sensibilidade, sua intuição, sua inteligência têm de funcionar na plenitude – e harmoniosamente. Se elas cometem erros de julgamento frequentes – por exemplo, pagar mais do que devem para quem aposta em Rafael Nadal (a chamada barbada) para ganhar Roland Garros – não têm chance de permanecer à tona. Odds bem feitas são o segredo do negócio: atraem os apostadores e, ao mesmo tempo, garantem uma margem de lucros para as empresas.
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