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A formação de governo na Grécia é uma condição sine qua non para o país receber o seguinte lance de ajuda internacional, de 31,2 bilhões de euros que o país necessita
Bruxelas - A União Europeia (UE) abriu nesta segunda-feira a porta para um relaxamento do calendário previsto para o resgate da Grécia, mas insistiu que o primordial é formar um novo governo e avaliar o estado de aplicação das reformas com as quais Atenas se comprometeu em troca da ajuda de 240 bilhões de euros.
Após as eleições gregas de domingo, vencida pelos conservadores do Nova Democracia (ND), favoráveis ao plano de assistência internacional para o país, os sócios europeus se propõem a dar até dois anos adicionais à Grécia, revelou à Agência Efe uma fonte comunitária.
"Estou quase certo que lhe darão dois anos adicionais", comentou a fonte, acrescentando que um ano já é certo e que agora estão estudando conceder um segundo.
Embora a decisão definitiva possa ser adotada já nesta quinta-feira na reunião do Eurogrupo em Luxemburgo, a linha oficial das instituições europeias é ainda muito menos ousada.
Os presidentes da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, se limitaram a dizer até agora que confiam que os resultados eleitorais permitam formar um governo rapidamente.
Já os ministros de Finanças da eurozona solicitaram que o novo Executivo heleno "assuma como próprio o programa de ajuste ao qual a Grécia e a zona do euro se comprometeram" e anteciparam que a troika (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) voltará a Atenas assim que esteja formado o novo gabinete.
Apesar de ninguém falar abertamente em Bruxelas sobre dar mais tempo à Grécia, o Eurogrupo não descartou a possibilidade após conhecer os primeiros resultados eleitorais, e, além disso, mencionou em comunicado que a troika "discutirá pontos de vista com o novo governo sobre o caminho que fica pela frente e a primeira revisão do segundo programa de ajuste".
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