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Tomate: informação é da Fundação Getúlio Vargas
São Paulo - Os alimentos in natura voltaram a pressionar a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), divulgada na manhã desta quarta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Dentro do grupo Alimentação, que acelerou de 1,02% no encerramento de julho para 1,62% na primeira quadrissemana de agosto, o item hortaliças e legumes saiu de queda de 18,40% para uma alta de 26,26% no período.
Entre os itens que mais pressionaram o IPC-S na abertura do mês de agosto, o tomate ocupou a primeira posição, ao acelerar a alta de 67,25% em julho para 68,15% na primeira quadrissemana de agosto, enquanto a cenoura, o segundo item que mais exerceu influência de alta, acelerou de 30,69% para 31,33% no mesmo período.
Completam a lista Refeições em bares e restaurantes, que desacelerou de 0,49% em julho para 0,38% na primeira quadrissemana de agosto, Sanduíches, que pulou de 1,49% para 1,77% no período, e Plano e seguro de saúde, que variou de 0,56% para 0,58%.
Grupos
Entre as oito classes de despesas pesquisadas, três, além de Alimentação, apresentaram aceleração de preços na primeira quadrissemana de agosto ante o mês anterior: Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,23% para 0,38%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,27% para 0,40%) e Comunicação (de 0,28% para 0,29%).
O grupo Habitação desacelerou no período, ao passar de 0,18% para 0,14%, enquanto Despesas Diversas repetiu a alta de 0,42%. Os grupos Vestuário (de -0,88% para -0,66%) e Transportes (de -0,49% para -0,48%) seguiram com variação negativa, embora mais amena.
Maior pressão de baixa
Entre os itens que exerceram influência de baixa no IPC-S da primeira quadrissemana de agosto, os automóveis usados ampliaram a deflação ao registrar variação negativa de 3,13%, ante -2,72% observada no fechamento de julho, enquanto os automóveis novos passaram de -0,87% para -0,54% na mesma base de comparação.
Tarifa de eletricidade residencial (de -0,55% para -0,49%), batata-inglesa (de -12,10% para -10,31%) e gasolina (de -0,63% para -0,52%) completam a lista dos itens que pressionaram para baixo o IPC-S divulgado hoje.
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