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Por Marcílio Souza
Washington - O desemprego aumentou em 29 Estados dos Estados Unidos e também no Distrito de Columbia em outubro na comparação com setembro, num indício de que a ameaça que o mercado de trabalho fraco representa para a recuperação econômica possa estar crescendo. Dados do Departamento de Trabalho divulgados hoje apontaram que em 13 Estados a taxa de desemprego diminuiu e em oito ficou estável em outubro ante setembro.
Em setembro, o Departamento de Trabalho havia informado que 23 Estados mais o Distrito de Columbia haviam registrado aumento de suas taxas de desemprego na comparação com agosto; em 19 houve decréscimo e, em oito, a taxa ficou estável.
Os dados estaduais foram divulgados duas semanas após o Departamento informar que a taxa de desemprego em todo o país subiu para 10,2% em outubro, a máxima em 26 anos. De todos os 50 Estados, Michigan registrou a taxa de desemprego mais alta em outubro, de 15,1%. Nevada foi o segundo, com 13,0%, enquanto Dakota do Norte apresentou a taxa mais baixa, de 4,2%.
Os dados mostraram ainda que, apesar do aumento da taxa de desemprego, foram criadas vagas de trabalho em 28 Estados e no Distrito de Columbia em outubro, enquanto em 21 Estados foram eliminadas vagas de trabalho e em um esse número ficou estável. Há duas semanas, o Departamento de Trabalho havia anunciado o corte de 190 mil vagas de trabalho em todos os EUA em outubro.
Um relatório separado mostrou que foram anunciadas 2.127 demissões em massa em outubro, que atingiram 217.182 pessoas; em setembro, ocorreram 2.561 cortes em massa que atingiram 248.006 trabalhadores. Uma demissão em massa é aquela promovida por uma única empresa e que envolve no mínimo 50 pessoas.
Desde que a recessão começou nos EUA, em dezembro de 2007, o número de desempregados cresceu em 8,2 milhões no país e a taxa de desempregou aumentou em 5,3 pontos porcentuais. As informações são da Dow Jones.
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