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Opositora | 01/06/2012 13:51

Suu Kyi pede "ceticismo" diante das reformas em Mianmar

A líder da oposição birmanesa lembrou que é necessário promover uma reforma judicial para favorecer o desenvolvimento do país

Ye Aung Thu/AFP

A líder da oposição em Mianmar, Aung San Suu Kyi

A líder da oposição em Mianmar, Aung San Suu Kyi: "o otimismo é bom, mas deve ser um otimismo prudente"

Bangcoc - A líder da oposição birmanesa, Aung San Suu Kyi, pediu nesta sexta-feira à comunidade internacional, entusiasmada diante das reformas do novo regime, que tenha certo "ceticismo", lembrando que é necessário promover uma reforma judicial para favorecer o desenvolvimento do país.

"O otimismo é bom, mas deve ser um otimismo prudente. Fui testemunha do otimismo imprudente e peço um pouco de ceticismo", declarou diante de dezenas de empresários e dirigentes reunidos em Bangcoc para o Fórum Econômico Mundial do leste da Ásia.

Em março de 2011, a junta militar que governou Mianmar por anos se autodissolveu e transmitiu seus poderes a um governo civil de ex-militares que multiplicou as reformas. Isso propiciou, entre outras novidades, o retorno de Aung San Suu Kyi, de 66 anos, à vida política, ao conquistar um assento no Parlamento em abril depois de 22 anos em prisão domiciliar.

Washington suavizou algumas sanções e nomeou um embaixador no país, enquanto a União Europeia (UE) também suspendeu por um ano suas sanções contra Mianmar, mantendo apenas o embargo sobre armas.

Aung San Suu Kyi declarou em diversas ocasiões que não duvida da "sinceridade" do presidente Thein Sein, mas destaca que há outros atores imprevisíveis no país.

"Não paro de repetir que se deve lembrar do exército", insistiu.

A Nobel da Paz realiza na Tailândia sua primeira viagem ao exterior desde seu retorno a Mianmar, em 1988. Sua presença e seu discurso comovem e atraem os olhares de jornalistas e participantes do Fórum.

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