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Espanha luta para cumprir as duras metas acordadas com a Europa
Madri - O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, anunciou uma série de novos impostos e cortes de gastos nesta quarta-feira com o objetivo de reduzir em 65 bilhões de euros o déficit orçamentário até 2014, uma vez que o país luta para cumprir as duras metas acordadas com a Europa.
Rajoy propôs uma alta de 3 pontos percentuais no imposto sobre valor agregado (VAT, na sigla em inglês) de bens e serviços, para 21 por cento, e detalhou cortes em auxílio-desemprego e pagamentos e privilégios de funcionários públicos, em um discurso no Parlamento interrompido por vaias da oposição.
"Essas medidas não são agradáveis, mas são necessárias. Nosso gasto público supera nossa receita em dezenas de bilhões de euros", disse Rajoy ao Parlamento.
Ele também anunciou novos impostos indiretos sobre energia, planos de privatizar portos, aeroportos e ferrovias e a reversão das isenções fiscais que seu partido tinha restaurado em dezembro.
Entretanto, Rajoy não mexeu na aposentadoria --mantendo uma promessa de campanha- e disse que o fardo tributário passa de impostos diretos sobre empregos e receita para taxação sobre o consumo.
Com cinco anos de estagnação econômica e recessão, desemprego em 24,4 por cento e receita tributária caindo, a Espanha luta para atingir as duras metas de redução de déficit acordadas com a União Europeia.
O alto déficit e os problemas enfrentados pelos bancos espanhóis, que receberão até 100 bilhões de euros em ajuda europeia, estão agora no centro da crise da dívida da zona do euro, uma vez que os investidores temem que a Espanha possa se juntar a Grécia, Portugal e Irlanda e peça um resgate soberano.
Os custos de empréstimo do governo espanhol saltaram nos últimos meses, com o rendimento do título de 10 anos chegando ao nível de 7 por cento, considerado como insustentável no longo prazo. Na quarta-feira, o rendimento caiu para 6,81 por cento.
A UE concordou na terça-feira em dar à Espanha mais tempo, até 2014 em vez de 2013, para reduzir o déficit público para 3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e relaxou a meta deste ano para 6,3 por cento. Entretanto, um documento da Comissão Europeia informou que mesmo essa meta mais fácil será difícil de ser alcançada.
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