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Atenas - O diretor-gerente do IIF, Charles Dallara, representante dos bancos credores da Grécia, chegou nesta quinta-feira à Atenas para prosseguir com a dura negociação entre o governo grego e seus credores privados para reduzir parte da dívida do país - que se encontra sob intensa pressão do FMI.
Dallara já disse repetidas vezes que os banqueiros não aceitarão voluntariamente um perdão de mais que 50% de seus títulos gregos, equivalente a cerca de 100 bilhões de euros.
O Fundo Monetário Internacional (FMI), por sua vez, diz que só irá desbloquear seus empréstimos à Grécia se houver um plano claro de redução da dívida pública grega dos 160% atuais para 120% do PIB em 2020.
A proposta atual, no entanto, permitiria que a dívida chegasse a cerca de 130% do PIB em 2020, de acordo com fontes próximas às negociações.
"Para garantir a sustentabilidade da dívida da Grécia, é essencial um novo programa baseado em uma combinação de apoio do setor privado e setor público. Só assim se chegará aos 120% do PIB em 2020", disse na quarta-feira à noite o FMI.
Por enquanto, o setor público - em particular o Banco Central Europeu (BCE), que tem 45 bilhões de dívida grega - se fez de surdo.
"É preciso encontrar uma solução e aplicá-la rapidamente", disse ao Financial Times o diretor-executivo do Bank of America Merrill Lynch, Brian Moynihan, de Davos, onde se encontra esta semana para o Fórum Econômico Mundial.
Em Berlim, a chanceler alemã, Angela Merkel, recebeu o novo primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, e deu total apoio de seu país às reformas é às medidas de austeridade realizadas na Espanha.
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