Aguarde...

EXAME.com - Notícias de negócios, mercados, economia, tecnologia, marketing, carreira e finanças pessoais

  • Notícias |
  • Brasil |
  • Política |
  • Mundo |
  • Meio Ambiente e Energia |
  • Agronegócio |
  • Indicadores |
  • Galerias
Fiesp | 13/12/2011 16:55

Paulo Skaf critica política econômica de Dilma

Segundo Skaf, enquanto a marca do governo FHC foi a estabilidade monetária e do governo Lula foi distribuição de renda, Dilma ainda não disse a que veio

Anne Warth, da
 Comentários (0) Views (278)
Salvar notícia

Kenia Hernandes/VEJA São Paulo

Paulo Skaf, presidente da  Federação das Indústrias do Estado de São Paulo

De acordo com Skaf, o aumento da taxa básica de juros não tem o poder de reduzir os preços dos alimentos e de commodities

São Paulo - O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou hoje que o governo da presidente Dilma Rousseff ainda não tem uma marca, ao contrário dos governos dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Durante evento em que fez um balanço de 2011 e projeções para 2012, Skaf fez duras críticas à política econômica do governo Dilma, que, segundo ele, exagerou nas medidas para conter a demanda e o crescimento neste ano.

Segundo Skaf, enquanto a marca do governo FHC foi a estabilidade monetária e a Lei de Responsabilidade Fiscal, e a do governo Lula foi a distribuição de renda e a ascensão da classe média, o governo Dilma, ao menos em seu primeiro ano, ainda não mostrou a que veio.

"Mudança de ministros não pode ser considerada uma marca. Faxina, então, é um termo até estranho, porque no fundo foi a presidente quem escolheu os ministros que saíram. Ao rever essas nomeações, ela reconhece um erro, o que até é um mérito, pois é preferível errar e corrigir a se omitir", afirmou. Para Skaf, Dilma tem o apoio da maioria do Congresso e poderia aprovar medidas para solucionar muitos problemas do País, entre eles, a guerra fiscal entre os Estados, a guerra dos portos e a burocracia. "Não será desta Federação que o governo vai ouvir elogios."

Skaf também fez críticas à política econômica do governo da presidente Dilma Rousseff. "Em ano como o de 2011, em que o governo anuncia um crescimento de 5% e termina com metade disso, podemos dizer que, ou o governo errou, ou exagerou na dose das medidas para esfriar a economia", afirmou. "Na nossa visão, poderíamos ter tido um resultado muito melhor neste ano. O País não avançou, só marcou passo."

Comentários (0)  

Editora Abril

Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados