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Índice | 03/08/2012 14:32

Setor de serviços contrai no ritmo mais rápido desde 2009

Ao recuar para 48,9 em julho, após atingir 53,0 no mês anterior, o indicador PMI mostrou a segunda contração do setor em três meses

Camila Moreira, da

SXC.hu

Notas de Real

A marca de 50 pontos no índice da Markit é a que divide contração de expansão

São Paulo - Após mostrar recuperação em junho, o setor de serviços voltou a registrar contração em julho no Brasil, no ritmo mais rápido desde 2009, devido à demanda mais fraca, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do instituto Markit divulgada nesta sexta-feira.

Ao recuar para 48,9 em julho, após atingir 53,0 no mês anterior, o indicador mostrou a segunda contração do setor em três meses, indicando "de um modo geral, uma taxa modesta de declínio", de acordo com o Markit. A marca de 50 pontos é a que divide contração de expansão.

A leitura do setor de serviços acompanha assim a da indústria, que mostrou em julho contração pelo quarto mês.

Segundo a pesquisa, a atividade de negócios diminuiu em quatro subsetores de serviços em julho, sendo que Aluguéis e Atividades de Negócios registrou a maior redução.

"Embora o volume de novos negócios recebidos pelas empresas monitoradas tenha aumentado pelo segundo mês consecutivo em julho, a taxa de crescimento foi marginal apenas e mais fraca do que a média de longo prazo para as séries", explicou o Markit em nota.

Segundo as empresas consultados, o aumento da demanda foi limitado pelo agravamento das condições econômicas.

Cerca de 5 por cento das empresas pesquisadas relataram redução na quantidade de trabalhos em processamento, contra 3 por cento que registraram aumento.

Diante da leitura fraca do indicador em julho, o nível de emprego aumentou apenas modestamente. Embora tenha havido criação de postos de trabalho em todos os meses desde agosto de 2009, o ritmo registrado em julho foi o mais fraco desde setembro de 2011.

Cerca de 6 por cento das empresas relataram aumento das contratações em julho, sendo que a criação mais forte ocorreu no subsetor de Correios e Telecomunicação.

Expectativa

A pesquisa mostrou ainda que as empresas esperam um aumento na atividade durante os próximos 12 meses --uma entre duas empresas pesquisadas acredita que o nível de atividade seja mais alto durante o próximo ano, diante de previsões de crescimento econômico melhor e demanda mais elevada.

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