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Caminhões da Scania: empresa bateu recordes em 2011
São Paulo - A Scania trabalha com um cenário de estabilidade nas vendas de caminhões no Brasil em 2012, depois do recorde alcançado no ano passado, mas espera que o segmento de ônibus sofra uma queda de 20 por cento após o forte crescimento verificado em 2011.
"O ano de 2011 foi nosso recorde e uma previsão de igualar é uma previsão otimista. O mercado (de caminhões) subiu para outro patamar e está se sustentando", disse o vice-presidente de vendas para América Latina da Scania, Christopher Podgorski, a jornalistas.
O mercado de caminhões poderia até apresentar uma performance melhor, disse o executivo, mas diante da mudança da regulamentação de emissões de gases de euro 3 para euro 5, que tornou os caminhões menos poluentes, mas mais caros, a expectativa é de repetição das vendas de 170 mil unidades de 2011.
Segundo o executivo, o Brasil encerrou 2011 como o maior mercado de caminhões, ônibus, motores e peças de reposição da Scania no mundo, com vendas de 13.011 caminhões, 1.652 chassis de ônibus e 2.515 motores. Em seguida aparecem a Rússia e a Alemanha.
A América Latina encerrou 2011 com participação de 25 por cento no lucro operacional (Ebit, na sigla em inglês) da Scania após 30 por cento em 2010.
Para os primeiros dois trimestres deste ano, o diretor geral da Scania Brasil, Roberto Leoncini, estima lentidão das vendas de caminhões no mercado brasileiro, em função de estoques de caminhões com motorização euro 3.
Estes estoques foram formados diante de expectativa de forte antecipação de compras de modelos euro 3, mais baratos, em 2011 e que a partir deste ano não podem ser mais produzidos no país. Na avaliação de Leoncini, os estoques poderão "distorcer os números" do mercado no primeiro trimestre e início do segundo.
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