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Aumentos de preços dos combustíveis anunciados pela Petrobras em 22 de junho já pesaram na inflação
Rio de Janeiro - Os aumentos de preços dos combustíveis anunciados pela Petrobras em 22 de junho já pesaram na inflação de julho medida pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo - 10 (IPA-10), que compõe o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10), da Fundação Getulio Vargas (FGV). Tanto a gasolina automotiva quanto o óleo diesel figuraram entre os principais impactos de alta no IPA-10 de julho: enquanto a gasolina subiu 5,21%, o diesel aumentou 2,64% no mês.
O movimento foi o destaque na alta de 1,36% no grupo Bens Intermediários, que tinha subido 1,23% no mês anterior. O subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção passou de 0,40% em junho para 1,73% em julho.
No entanto, a gasolina ainda ficou mais barata para o consumidor no mês. Dentro do Índice de Preços ao Consumidor - 10 (IPC-10), o combustível acentuou o ritmo de queda, saindo de uma taxa de -0,38% em junho para -0,51% em julho. O etanol também pesou menos no bolso das famílias, saindo de um recuo de 0,15% em junho para uma queda de 1,47% em julho.
No dia 22 de junho, a Petrobras anunciou um aumento de 3,94% no preço do diesel e de 7,83% no da gasolina. Os reajustes entraram em vigor no dia 25, mas, com a redução da Cide a zero estabelecida pelo governo federal na ocasião do aumento, os novos valores não chegaram às bombas dos postos de combustíveis.
E no último dia 12, a Petrobras anunciou novo reajuste, dessa vez apenas no preço de venda do diesel nas refinarias, de 6%. O aumento passou a vigorar nesta segunda-feira e não foi compensado por novo corte tributário.
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